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Anatel: meta de 4G pode ser cumprida na faixa de 700 MHz

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE - Agência Estado

26 Junho 2014 | 10h 17

Metas para a telefonia móvel previstas no leilão das faixas de 2,5 GHz poderão ser cumpridas com serviços de 4G na faixa dos 700 MHz. A informação foi dada nesta manhã pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende. Em palestra a investidores britânicos, Rezende disse que essa possibilidade faz com que a compra das novas licenças seja uma opção para as operadoras existentes reduzirem o investimento destinado ao cumprimento das atuais obrigações exigidas pelo governo.

"Quem comprar faixa nesse leilão (do 4G) pode pegar as metas e obrigações previstas pelo 2,5 GHz e cumprir com os 700 MHz. É uma vantagem importante para quem já está operando no Brasil", disse em seminário sobre o leilão na capital britânica.

O argumento é que, como a transmissão em 700 MHz tem alcance maior, a necessidade de investimento em infraestrutura - para a instalação de torres, por exemplo - é menor. "As empresas economizarão no investimento e, do ponto de vista do capex (gasto), é uma opção mais eficiente", disse.

Para novos operadores que não compraram licenças do 2,5 GHz, Rezende disse que também há vantagens. "Nesse caso, outra vantagem importante é que o 700 MHz não tem nenhum obrigação de cobertura. Isso era sempre criticado nos leilões brasileiros que ofereciam alta rentabilidade em regiões concentradas e baixa em outros locais. É o famoso filé com osso. Isso não acontecerá agora. O operador poderá operar onde achar mais conveniente", disse.

O presidente da Anatel também informou que o edital permitirá a formação de consórcios para a disputa da faixa de 700 MHz. "O edital permite a formação de consórcios e a gente vê alguns sinais de alguns grupos sobre participar em eventual consórcio. É apenas um instinto masculino sobre isso", brincou.