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Dólar fecha abaixo de R$ 3,60 e acumula perda de 10,5% em março

Aposta de que saída de Dilma da Presidência está próxima estimula investidores; Bolsa tem leve queda após disparada na quinta

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Fabrício de Castro e Karla Spotorno,
O Estado de S. Paulo

18 Março 2016 | 12h39
Atualizado 18 Março 2016 | 19h16

"Política e ponto final", resumiu um profissional ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ao justificar a queda do dólar ante o real hoje. Nesta sexta-feira, o dólar terminou a jornada em baixa de 1,86% ante o real, aos R$ 3,5796. Essa é a menor cotação em quase sete meses, desde 27 de agosto de 2015. "A possibilidade de Dilma cair aumentou muito, e isso não é uma percepção que está só nas ruas; está entre os investidores também", acrescentou o operador. 

Já a Bovespa terminou o dia em leve queda, de 0,19%, aos 50.814 pontos. Na avaliação do economista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, o leve recuo do Ibovespa sinaliza que a precificação de impeachment na quinta-feira, quando marcou a maior alta porcentual desde 2009, foi um pouco exagerada. "O mercado está aproveitando para botar um pouco (dos lucros) no bolso", diz Brugger. 

Na avaliação do economista da Leme Investimentos, outro fator para a Bolsa ter fechado sem uma direção assertiva foi a cautela do investidor. Com a proximidade do fim de semana, os investidores ficam mais cautelosos à espera de novidades do noticiário político e também de repercussões das manifestações a favor da legalidade democrática e do governo Dilma Rousseff, que ocorrem em cinco dezenas de cidades no Brasil.

Às 17h30, quando o mercado à vista de ações já estava fechado, surgiu a notícia de mais uma liminar de um juiz de primeira instância suspendendo a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. Essa é a terceira decisão que se tem conhecimento desde ontem, quando o petista assumiu o cargo. A decisão foi tomada pela 1ª Vara de Assis, no interior de São Paulo. Mais cedo, o Tribunal Regional Federal da 2ª região havia derrubado a segunda liminar contra Lula, de uma juíza do Rio.

 

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