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Paulo Whitaker/Reuters

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Dólar cai para R$ 3,91; Bolsa tem dia de recuperação e sobe

Moeda norte-americana terminou o dia em queda de 1,92% sob influência dos mercados externos

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Fabricio de Castro, Claudia Violante,
O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2016 | 12h07
Atualizado 03 Fevereiro 2016 | 18h29

O dólar fechou nesta quarta-feira, 3, no menor patamar de 2016, sob influência do exterior e em meio a comentários sobre atuação de instituições públicas no mercado. A moeda americana fechou em baixa de 1,92%, aos R$ 3,9158. Já a Bovespa corrigiu parte do tombo de quase 5% da véspera e fechou em alta 2,57%.

As commodities, como minério de ferro e petróleo, subiram hoje. No mercado à vista chinês, o minério avançou 2,1% a tonelada seca, para US$ 44. Na Nymex, o contrato do óleo para março saltou 8,03%, a US$ 32,28 o barril, enquanto, em Londres, a alta do contrato para abril foi de 7,09%, a US$ 35,04 o barril. 

Alguns dados divulgados nos EUA posteriormente, como o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços (de 54,3 para 53,2 em janeiro) reforçaram a tendência de baixa das cotações em alguns momentos. Na máxima do dia, vista às 13h38, o dólar marcou R$ 3,9757 (-0,42%) para, durante a tarde, intensificar mais a trajetória negativa.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast disseram que, pelas mesas de operação, também circulavam rumores de que uma instituição pública estaria influenciando as cotações. Estes comentários fizeram o dólar à vista chegar a ser cotado, às 16h10, na mínima de R$ 3,9147 (-1,95%). Operadores também citavam, durante a tarde, comentários de que o Banco Central pode, sim, elevar a Selic (a taxa básica de juros) em suas próximas reuniões. Se isso ocorrer, em tese, o Brasil ficará ainda mais atrativo para investimentos de estrangeiros.

Ações. Com a melhora das commodities, associada à forte queda da véspera, Vale ON avançou 4,77% e a PNA, 5,94% (segunda maior alta do Ibovespa). Petrobrás ON marcou valorização de 2,66% e a PN, 4,42%.

No setor financeiro, Bradesco influenciou a valorização dos papéis depois de anunciar a suspensão de uma operação de aumento de capital via subscrição particular de ações, no valor de R$ 3 bilhões. A instituição justificou o cancelamento pela volatilidade dos mercados acionários nacional e internacional, com impacto no preço de cotação das ações na Bovespa. 

Bradesco PN subiu 4,82% e a ON, 6,32%, esta última a maior alta do Ibovespa. Itaú Unibanco PN avançou 4,13%, BB ON, 1,30%, e Santander unit, 1,92%. 

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