Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Bolsa se apoia em bancos e fecha com leve alta, aos 83.874 pontos

Ibovespa encerrou o dia subindo 0,08%; dólar termina estável, cotado a R$ 3,3293, alta de 0,02%

Simone Cavalcanti e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 19h42

Depois de passar a maior parte do pregão no terreno negativo, o Ibovespa encontrou suporte nos bancos e encerrou esta quarta-feira, 28, rondando a estabilidade, aos 83.874,13 pontos, alta de 0,08%. Já o dólar se fortaleceu no mercado internacional, enquanto a cautela do investidor com questões domésticas mantiveram a moeda americana em alta ante o real na maior parte da sessão.

Depois de ter superado o patamar dos R$ 3,34 pela manhã, a moeda dos EUA acabou por fechar perto da estabilidade no mercado à vista, aos R$ 3,3293, leve alta de 0,02%.

O índice de ações passou a maior parte da sessão de negócios em trajetória distinta de seus pares do mercado acionário americano, virando quase ao fim do pregão. Por aqui, lembra um analista de renda variável, o setor financeiro tem peso significativo na carteira teórica, em torno de 25%, e ajuda tanto para os ganhos quanto para as perdas.

Itaú Unibanco PN encerrou com alta de 0,92 %, Bradesco PN ganhou 0,65% e as Units do Santander, 1,62%. Na contramão, Banco do Brasil ON perdeu 0,32%.

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Já as notícias corporativas da Petrobrás não agradaram muito. A gerente-executiva de finanças da estatal, Bianca Nasser, anunciou inédita operação de hedge da produção de petróleo da empresa. A ação tem por objetivo garantir a meta de 2,5 vezes da dívida líquida sobre o Ebitda, prevista no Plano de Negócios da companhia. "Com o hedge do petróleo a US$ 65 o barril, reduzimos o risco que implica na meta de alavancagem de 2,5 vezes", disse a executiva.

Apesar de ter foco no cumprimento do plano, os investidores acabaram priorizando a ponta vendedora. Assim, os papéis ON tiveram queda de 1,24% e o PN recuo de 1,12%.

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O contexto para o desempenho desta quarta-feira do Ibovespa segue sendo a incerteza de natureza político-jurídica que se coloca por esses dias. De acordo com Alexandre Espirito Santo, economista da Órama, o mercado acionário está muito sensível. De acordo com ele, há um mal-estar generalizado, com clima ruim que não está restrito à questão eleitoral. "Nesse contexto, essa volatilidade alta deve nos acompanhar e, enquanto estrangeiro estiver saindo e a coisa lá fora não se acalmar, vamos seguir assim."

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