1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Bolsa sobe após divulgação de queda na aprovação do governo Dilma

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado

27 Março 2014 | 11h 00

O Ibovespa começou o pregão ignorando o mau humor em Nova York

O Ibovespa começou o pregão ignorando o mau humor em Nova York e reagindo em alta à piora da avaliação do governo de Dilma Rousseff na pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, 27. Segundo a pesquisa, a avaliação positiva do governo Dilma caiu de 43% para 36% e a negativa subiu de 20% para 27%. Houve piora na confiança na presidente Dilma e na maneira de Dilma governar o País.

As ações da Petrobrás disparam mais de 3% e ajudam a puxar o índice, que caía no mercado futuro antes da divulgação da pesquisa. O dólar à vista renovou as mínimas, enquanto os juros futuros mais longos tiveram reação momentânea, renovando as mínimas, mas agora as atenções voltam ao Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que mostrou piora nas projeções de inflação para este ano.

Às 10h20, o Ibovespa subia 1,86%, aos 48.857,66 pontos. As ações da Petrobrás subiam 3,33% (PN) e 3,05% (ON), mesmo com a notícia de que oposição protocolou nesta manhã no Senado Federal o pedido de abertura de CPI para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal.

O dólar à vista no balcão perdia 0,65%, a R$ 2,2950. O dólar futuro para abril tinha queda de 0,69%, a R$ 2,2940.

O DI para janeiro de 2015 exibia taxa de 11,16%, de 11,15% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 estava em 12,34%, de 12,439% no ajuste de quarta-feira, 26. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,71%, na máxima, 12,829% no ajuste de ontem.

Em Nova York, o Dow Jones subia 0,04%, o Nasdaq perdia 0,13% e o S&P 500 tinha baixa de 0,08%, às 10h33.

A economia americana cresceu 2,6% no 4º trimestre, abaixo da estimativa de analistas de alta de 2,7%, mas acima da leitura anterior, que tinha ficado em alta de 2,4%. Outro dado divulgado, o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), foi revisado para alta de 1,1% no quarto trimestre do ano passado, de +1,0% no cálculo anterior. O avanço do núcleo do índice foi mantido em 1,3% no período. Já os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 311 mil na semana passada, ante uma previsão de 325 mil.

Ainda nos EUA, a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto, afirmou que a economia do país continuará crescendo este ano, ajudada pela política monetária acomodatícia do Fed. "Espero que a expansão do PIB neste ano fique em torno de 3,0%", disse.