Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Bolsas chinesas sobem com previsão de estímulos, mas outras asiáticas recuam

Parte do mercado acredita que os novos dados fracos da balança comercial da China podem levar Pequim a adotar medidas de estímulos adicionais

Sérgio Caldas, O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2015 | 07h08

As bolsas chinesas fecharam em alta nesta terça-feira, 8, apagando perdas de mais cedo, em meio à avaliação de que novos dados fracos da balança comercial da China poderão levar Pequim a adotar medidas de estímulos adicionais. O mercado japonês, que encerra os negócios antes, não se beneficiou da recuperação das ações chinesas e acabou registrando fortes perdas. Na Oceania, o dia foi de valorização na bolsa australiana, impulsionada por papéis de petroleiras e bancos.

O Xangai Composto, o principal índice acionário chinês, subiu 2,9%, a 3.170,45 pontos, depois de chegar a recuar 2,3% no pregão de hoje. O Shenzhen Composto, de menor abrangência, teve alta ainda mais expressiva, de 3,8%, a 1.741,54 pontos.

A princípio, as ações chinesas reagiram em baixa aos últimos números da balança comercial, que reforçaram temores sobre a desaceleração da China e seus efeitos na economia mundial. As exportações chinesas medidas em dólares recuaram 5,5% em agosto ante igual mês do ano passado, a segunda queda seguida. Em julho, o recuo havia sido de 8,3% na mesma base de comparação. Segundo o órgão, as exportações chinesas irão continuar a enfrentar uma "pressão relativamente grande" no quarto trimestre. Já as importações recuaram 13,8% neste intervalo, ante queda de 8,1% em julho. 

Nos negócios da tarde (pelo horário local), porém, prevaleceu a leitura de que indicadores ruins tendem a incentivar o governo chinês a ampliar iniciativas de estímulo à economia, tanto na área monetária quanto na fiscal. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi beneficiado por essa visão e avançou 3,28%, a 21.259,04 pontos. No mercado taiwanês, o Taiex registrou ganho modesto de 0,2%, a 8.001,50 pontos.

A Bolsa de Tóquio, que fecha mais cedo que as chinesas, teve queda de 2,43%, a 17.427,08 pontos. Em Seul, o viés também foi negativo e o índice sul-coreano Kospi caiu 0,24%, a 1.878,68 pontos.

Na Austrália, o mercado terminou a sessão em tom positivo, favorecido por ações dos setores petrolífero e bancário. O S&P/ASX 200, índice que reúne as ações mais negociadas em Sydney, subiu 1,7%, a 5.115,20 pontos.

A Oil Search disparou 17% na bolsa australiana, depois de receber uma proposta de compra da Woodside Petroleum, no valor de 11,64 bilhões de dólares australianos (US$ 8,06 bilhões). Outras empresas do segmento petrolífero foram influenciadas e mostraram ganhos entre 2,6% e 5,3%. A Woodside, porém, caiu 3%, em meio a previsões de que a petroleira não será bem sucedida na sua tentativa de adquirir a Oil Search. 

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