1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Bolsa brasileira vale menos do que o Google

- Atualizado: 04 Janeiro 2016 | 13h 58

BM&FBovespa tem queda de 41,9% no valor de mercado em um ano e é superada pela gigante de tecnologia, aponta Economatica

SÃO PAULO - A BM&FBovespa teve queda de 41,9% no seu valor de mercado em um ano: de US$ 797,5 bilhões, em 2014, passou para US$ 463,7 bilhões, em 2015. O montante, segundo levantamento da consultoria Economatica, é inferior ao valor da gigante de tecnologia Google, que na mesma data valia US$ 528,4 bilhões. 

O Brasil, de acordo com o estudo, foi o país da América Latina que teve o maior número de empresas que fecharam o capital neste período. De 304 companhias abertas, em 2014, hoje a Bolsa conta com 289.

Google fechou 2015 valendo US$ 528,4 bi, ante US$ 463,7 bi de toda Bolsa brasileira  

Google fechou 2015 valendo US$ 528,4 bi, ante US$ 463,7 bi de toda Bolsa brasileira  

O movimento, no entanto, foi visto em toda a região. Somadas, as bolsas da América Latina tiveram queda de 31,5% no valor de mercado em 2015, na comparação com um ano antes, e agora valem US$ 1,3 trilhão. O número de empresas de capital aberto também caiu no período, de 756 para 710.

O valor da bolsa do México, de US$ 437,5 bilhões, fica abaixo, por exemplo, do valor da Microsoft, que era de US$ 443,2 bilhões no final de 2015. 

A bolsa mais afetada foi a da Colômbia, cujo valor de mercado passou de US$ 145,2 bilhões, em 2014, para US$ 83,5 bilhões, em 2015 - um recuo de 42,5%. No país, a quantidade de empresas com capital aberto passou de 36 para 37.

Já o Chile foi o mercado com menor queda do valor de mercado, de 16,7%, para US$ 175,9 bilhões e 141 companhias de capital aberto. Na sequência aparece a Argentina, cujo valor passou de US$ 84,4 bilhões para US$ 68,5 bilhões, recuo de 18,9%.

Em termos de participação de mercado na América Latina, o México ganhou espaço: de 29,20% para 34,16%, com US$ 437,463 bilhões e 123 empresas. Desta forma, o país se aproximou do Brasil, cuja participação de mercado caiu de 42,66% para 36,22%.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EconomiaX