1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Bolsas da Europa fecham com Stoxx Europe avançando 0,26%

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES - Agência Estado

17 Junho 2014 | 13h 53

Os mercados de ações da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 17, após oscilarem diante de diversos fatores, como o aumento da violência no Iraque, dados positivos de vendas de carros na região e números mais altos do que o esperado de inflação nos Estados Unidos. O índice Stoxx Europe 600 encerrou com alta de 0,26%, aos 346,32 pontos.

O Iraque se manteve no radar dos investidores. O presidente dos EUA, Barack Obama, analisa usar ataques aéreos contra os rebeldes iraquianos e líderes do Congresso disseram que o governo dos EUA vai enviar tropas para o país com o objetivo de proteger a embaixada norte-americana, segundo uma agência de notícias. O Wall Street Journal informou também que o governo xiita do Iraque intensificou sua defesa de Bagdá, enquanto pelo menos 28 insurgentes foram mortos em um ataque à delegacia de polícia da cidade.

Outro fator que alimentou um sentimento de cautela entre os investidores veio do Leste Europeu. A gigante estatal de gás russa OAO Gazprom suspendeu o fornecimento de gás para a Ucrânia, devido à falta de pagamento em embarques anteriores. Além disso, separatistas no leste da Ucrânia reforçaram o controle sobre a região de Donetsk e passaram a controlar os escritórios regionais do Banco Nacional, o que interrompeu o pagamento de aposentadorias e salários realizado por Kiev.

Por outro lado, as ações de montadoras registraram os maiores ganhos da sessão, após dados mostrarem que a indústria de veículos na Europa continua a se recuperar em maio pelo nono mês seguido, embora o número de registros de carros novos tenha indicado o ritmo mais baixo de expansão em seis meses. Em Paris, os papéis da Renault ganharam 0,93% e os da Peugeot avançaram 0,29%, sustentado alta de 0,58% no índice CAC-40, aos 4536,07 pontos. Em Frankfurt, as ações da Daimler tiveram ganho de 0,69% e as da Volkswagen subiram 0,41%. O índice DAX terminou com ganho de 0,37%, aos 9920,32 pontos.

Dentre os fatores que pesaram sobre os mercados acionários, os números de inflação dos EUA aumentaram temores de que o Federal Reserve poderá elevar juros antes que o esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,4% em maio ante abril, em termos sazonalmente ajustados, marcando o maior ritmo de alta desde fevereiro do ano passado. O núcleo do CPI, que exclui as categorias de alimentos e energia, aumentou 0,3% em maio ante abril - a maior alta desde agosto de 2011. Economistas esperavam um avanço menor, de 0,2%, para o CPI e o núcleo.

Inicialmente, as bolsas de Nova York caíram em reação ao dado, o que foi acompanho pela Europa. Contudo, passado o primeiro impacto, as ações mostraram uma recuperação em ambos os lados do Atlântico. O índice FTSE Mib, de Milão, encerrou com alta de 0,09%, aos 21996,40 pontos, e o índice PSI-20, de Lisboa, registrou avanço de 0,11%, aos 7202,49 pontos. Em Madri, o índice IBEX35 terminou com elevação de 0,46%, aos 11058,50 pontos.

Além disso, o dado de confiança dos investidores na Alemanha também esteve no foco dos investidores. O índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha caiu para 29,8 em junho, de 33,1 em maio. O resultado contrariou a previsão de analistas, de alta para 35,0, e pesou sobre o euro.

Em Londres, dados mais fracos do que o esperado da inflação do Reino Unido aliviaram a pressão para que o Banco de Inglaterra (BoE) eleve as taxas de juros em breve. O índice de preços ao consumidor britânico desacelerou para uma alta de 1,5% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, o menor nível desde outubro de 2009. O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de uma aceleração para 1,7%. Na comparação com abril, os preços caíram 0,1%, e também ficaram abaixo da previsão de alta de 0,1%. O índice FTSE 100 ganhou 0,18%, aos 6766,77 pontos.