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Bolsas da Europa sobem forte de olho em crise na Ucrânia

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES - Estadão Conteúdo

03 Setembro 2014 | 14h 12

As bolsas da Europa fecharam com altas robustas nesta quarta-feira, 03, impulsionadas nesta sessão pela notícia de que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, discutiram uma saída para a crise no Leste Europeu e um cessar-fogo permanente pode estar próximo.

Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 subiu 0,65%, para 6.873,58 pontos; em Paris, o CAC-40 teve alta de 0,99%, aos 4.421,87 pontos, e em Frankfurt, o índice DAX registrou valorização de 1,26%, aos 9.626,49 pontos. O ganho mais acentuado, porém foi visto em Milão, onde o FTSE-MIB avançou 1,89%, para 20.831,96 pontos. Na Bolsa de Madri, o Ibex-35 subiu 1,23%, para 10.886,96 pontos e, em Lisboa, o PSI-20 teve elevação de 1,04%, aos 5.948,25 pontos. O índice Micex, da Bolsa de Moscou, subiu 3,49%, para 1.449,29 pontos.

Os investidores vinham se mantendo cautelosos diante da possibilidade de a União Europeia lançar uma nova rodada de sanções à Rússia, que estaria auxiliando os separatistas pró-Moscou no leste ucraniano. A decisão final sobre eventuais punições adicionais à Rússia está prevista para a próxima sexta-feira, .

De acordo com a porta-voz da União Europeia, Maja Kocijancic, o bloco está esperando que vários "elementos" sejam contemplados em um acordo de cessar-fogo sustentável, incluindo a devolução para autoridades ucranianas do controle de duas passagens fronteiriças com a Rússia. "Continuamos a pedir que a Rússia interrompa o envio de armas e militares (para a Ucrânia)", disse ela.

A expectativa de paz no Leste Europeu desviou as atenções dos dados econômicos da zona do euro, divulgados nesta manhã. Os números evidenciaram mais uma vez a fragilidade da economia da região, e engordaram os argumentos para que o Banco Central Europeu (BCE) adote mais medidas de estímulo à atividade.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro que engloba serviços e indústria caiu para 52,5 em agosto, de 53,8 em julho, ficando abaixo da previsão dos analistas de 52,8. As vendas no varejo do bloco, por sua vez, recuaram 0,4% entre junho e julho, em linha com o esperado.

Entre os destaques desta sessão estão as ações da Adidas (+2,75%) e das montadoras Renault (+2,09%) e BMW (+2,30%), além dos bancos Société Générale (+2,58%), BNP Paribas (+2,15%), Deutsche Bank (+2,34%) e Barclays (+2,59%).