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Bolsas de NY se recuperam com preocupação menor com Fed

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES - Agência Estado

17 Junho 2014 | 11h 41

Os mercados de ações de Nova York passaram a subir no final da manhã desta terça-feira, 17, diante das expectativas de que o Federal Reserve não deverá ser forçado a antecipar de maneira iminente o aperto monetário, apesar do forte índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA. Inicialmente, os números de inflação pesaram sobre as bolsas ao desencadear temores de que o ganho nos preços poderia levar o banco central norte-americano a elevar juros antes do esperado. Contudo, passada a primeira reação, os investidores conseguem analisar o CPI com mais calma e as bolsas sobem.

De acordo com o economista chefe do Sterne Agee, Lindsey Piegza, "do ponto de vista monetário, o aumento da inflação justifica ainda mais caminho de encerramento do relaxamento quantitativo e a expectativa de que termine as compras de títulos mensais até o final do ano", afirmou. Contudo, daqui para frente, "as pressões inflacionárias temporárias, particularmente de setor de energia, não serão suficientes para forçar a mão do Fed na direção de começar a elevar os juros. O Fed continua focado no mercado de trabalho. O Fed está olhando para novos ganhos de emprego e aumento salarial mais rápido para sinalizar o momento apropriado para aumentos de juros".

Mais cedo, o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,4% em maio ante abril, em termos sazonalmente ajustados, marcando o maior ritmo de alta desde fevereiro do ano passado. O núcleo do CPI, que exclui as categorias de alimentos e energia, aumentou 0,3% em maio ante abril - a maior alta desde agosto de 2011. Economistas esperavam um avanço menor, de 0,2%, para o CPI e o núcleo. Na comparação anual, o CPI avançou 2,1% em maio, na maior alta desde outubro de 2012. Os preços do núcleo subiram 2%, maior avanço desde fevereiro de 2013.

Por outro lado, entre os indicadores divulgados hoje, as construções de moradias iniciadas nos EUA tiveram queda de 6,5% em maio ante abril, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,001 milhão, segundo o Departamento do Comércio. A queda ocorreu depois de um avanço de 12,7% em abril ante março, que foi revisado do cálculo original de alta de 13,2%. As permissões para novas obras - que são um sinal de construções futuras - caíram 6,4%, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 991 mil em maio.

Os números vieram piores do que o esperado e levaram muitos analistas a apontarem que, mesmo com o ganho da inflação, ainda há áreas frágeis. Economistas consultados pela Dow Jones previam que as construções cairiam 3,7% em maio ante abril e que as permissões recuariam 1,9%.

Às 11h26 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,12%, com destaques para papéis de bancos e de serviços de pagamento eletrônico. O índice S&P 500 ganhava 0,15% e o Nasdaq avançava 0,47%.