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Bolsas europeias fecham em baixa sob cautela com Fed

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES - Estadão Conteúdo

20 Agosto 2014 | 13h 53

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 20, em meio à cautela entre os investidores antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A tendência de baixa também foi direcionada pelos sinais de que os membros do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) já estão elevando o debate sobre um aperto monetário.

Os agentes do mercado deverão analisar de perto o documento do banco central norte-americano, que será publicado na tarde desta quarta-feira, em busca de sinais sobre uma futura elevação de juros no país. "Certamente haverá uma análise de detalhes para obter mais pistas sobre o que o Fed está pensando", disse João Monteiro, analista da Valutrades. Depois de um período prolongado com taxas de juros nas mínimas, os investidores estão especulando sobre quando o Fed vai começar a apertar a política e qual o impacto disso na economia e no mercado de ações. Além da ata, a semana também contará com um discurso da presidente da instituição, Janet Yellen, na reunião anual de autoridades de política monetária em Jackson Hole, o que deverá manter os mercados em alerta nos próximos dias.

À espera de novidades sobre a política monetária norte-americana, o índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,06%, aos 335,30 pontos. Em Paris, o PCAC-40 encerrou em baixa de 0,32%, aos 4.240,79 pontos, e o índice DAX, de Frankfurt, perdeu 0,21%, aos 9.314,57 pontos. O FTSEMIB, de Milão, caiu 0,20%, aos 19.605,97 pontos, e o PSI-20, de Lisboa, registrou queda de 0,14%, aos 5.689,50 pontos. Na direção contrária, o índice IBEX-35, de Madri, ganhou 0,33%, aos 10.420,90 pontos.

A Bolsa de Londres sofreu uma pressão adicional de informações contidas na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra. O documento revelou a primeira dissidência desde que o presidente do BoE, Mark Carney, foi empossado em julho de 2013.

A manutenção dos juros no patamar atual recebeu sete votos a favor e dois contra. Martin Weale e Ian McCafferty, os únicos dissidentes do Comitê de Política Monetária, votaram por um incremento de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, dos atuais 0,5% para 0,75%. A falta de consenso na votação abriu espaço para especulações de que o aumento dos juros poderá vir antes do fim de 2014. Com isso, o FTSE-100 recuou 0,35%, para 6.755,48 pontos.