Bolsas européias fecham estáveis após decisão do BCE

As Bolsas européias fecharam muito perto da estabilidade nesta quinta-feira, depois que os comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, lançaram dúvidas sobre as expectativas generalizadas no mercado de que as taxas de juros seriam elevadas em maio. Em entrevista coletiva após o anúncio da manutenção da taxa básica em 2,5%, Trichet afirmou que essas expectativas do mercado não refletiam o sentimento dos membros da autoridade monetária. "Diria que a alta probabilidade presente nas expectativas de elevação das taxas em nosso próximo encontro não corresponde com o sentimento atual do conselho de governadores", disse ele. O presidente do BCE, no entanto, sinalizou que elevações da taxa poderão ocorrer fora de Frankfurt. O encontro de 8 de junho acontecerá em Madri. Os comentários de Trichet ajudaram algumas bolsas a reverterem os declínios que vinham registrando. As ações ligadas a metais e tecnologia lideraram os ganhos. Foi o caso, por exemplo, da SAP, que avançou 3,6% depois de ter sido elevada para comprar pelo ABN Amro. Corus, elevada pelo Deutsche Bank de manter para comprar, subiu 2,6%. Em Londres, onde o Banco da Inglaterra manteve em 4,5% a taxa básica de juros, o índice FT-100 terminou em alta de 1,60 ponto, ou 0,03%, aos 6.045,70 pontos, com ganhos no setor de mineração (Anglo American +0,80%, Antofagasta +0,22%, Rio Tinto +0,54%, Xstrata +2,01%). Vodafone subiu 0,6% depois de informar que vai dividir suas operações de telefonia sem fio em três unidades. BP caiu 0,4% com uma notícia do Wall Street Journal Europe de que a empresa está sob investigação de crime ambiental nos EUA, por sua atuação no Alasca. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em alta de 2,19 pontos, ou 0,04%, aos 6.031,39 pontos. O setor automobilístico teve quedas generalizadas, prejudicado pela depreciação do euro e pelos preços elevados do petróleo. Além disso, o Credit Suisse rebaixou sua recomendação para todo o setor na Europa de "acima da média" para peso de mercado. O banco também reduziu DaimlerChrysler (-2%) e recomendou a realização de lucros com Volkswagen (-0,8%). Em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 1,33 ponto, ou 0,03%, aos 5.222,36 pontos. Michelin liderou os ganhos, subindo 3,4% depois de ter sido elevada por uma corretora francesa. Alcatel avançou 1,1%, ainda beneficiada pelas notícias de aliança com a Thales. EADS, controladora da Airbus, liderou as perdas pelo segundo dia consecutivo, caindo 1,7%. A Bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em queda de 35 pontos, ou 0,09%, aos 38.405 pontos, já com foco nas eleições parlamentares deste final de semana. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 8,20 pontos, ou 0,07%, aos 11.908,20 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 28,79 pontos, ou 0,28%, aos 10.266,99 pontos. Portugal Telecom caiu 0,2%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

06 Abril 2006 | 14h37

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