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Bolsas sobem em NY com aposta em recuperação dos EUA

STEFÂNIA AKEL, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES - Agência Estado

25 Junho 2014 | 17h 21

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 25, apesar da contração do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre. Segundo analistas, mesmo sendo maior que a esperada, a contração já estava precificada no mercado.

O índice Dow Jones fechou em alta de 49,38 pontos (0,29%), aos 16.867,51 pontos. O S&P 500 avançou 9,55 pontos (0,49%), para 1.959,53 pontos. Já o Nasdaq encerrou com ganho de 29,40 pontos (0,68%), aos 4.379,76 pontos.

De acordo com a terceira estimativa do PIB, a produção econômica americana teve contração de 2,9% no primeiro trimestre, pior que leituras anteriores e que a previsão de analistas. Contudo, superada a surpresa inicial, parte dos investidores passou a considerar o indicador como um caso isolado, influenciado por fatores pontuais e sazonais, o que abriu espaço para uma recuperação das bolsas, que chegaram a reagir mal ao resultado.

Dentre os fatores que pesaram sobre o PIB, o rigoroso inverno no país manteve os consumidores dentro casa, limitando as compras, ao mesmo tempo que as indústrias manufatureiras deixaram de produzir novos bens devido a um forte acúmulo de estoques no final do ano passado. Ao observar que esses efeitos já ficaram no passado, muitos analistas avaliaram que há possibilidade de uma recuperação acentuada no segundo trimestre, o que sustentou os ganhos nas bolsas de Wall Street, após uma abertura em queda.

Os outros dados divulgados hoje nos EUA vieram mistos. As novas encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 1,0% em maio ante abril, registrando a primeira queda em quatro meses, enquanto o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços subiu para 61,2 em junho, de 58,1 em maio, atingindo o maior nível desde que o indicador começou a ser pesquisado, em outubro de 2009.

Apesar dos ganhos de hoje, analistas ressaltaram a fragilidade do recente rali das bolsas. Uri Landesman, presidente da New York''s Platinum Partners, disse prever que os preços das ações estarão mais baixos daqui a três meses do que hoje. "Existe muito ímpeto no mercado, mas não acredito que seja preciso muita coisa para assustar as bolsas", afirmou.

No noticiário corporativo, as ações das refinarias Valero Energy e Marathon Petroleum foram destaque negativo após a notícia de que os EUA vão exportar parte de seu petróleo pela primeira vez em quase 40 anos. Traders afirmaram que os lucros das refinarias podem ser pressionados se o país reduzir a diferença de preço entre o petróleo nacional e o internacional.

Na Europa, as principais bolsas fecharam em baixa, pressionadas pelos dados fracos dos EUA e fatores geopolíticos. A Bolsa de Londres caiu 0,79% e a de Frankfurt recuou 0,71%. Somente Lisboa (+0,96%) encerrou o dia em alta.