Bovespa abre em baixa, mas pode resistir se NY subir

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em queda, tem hoje motivos para realizar um pouco de lucros. Com a alta de 0,92% de ontem, que levou a bolsa paulista a bater novo recorde histórico de pontuação, o ganho acumulado neste mês é de 5,23% e de 19,37% no ano. Mas o Ibovespa (principal índice da Bovespa) dá sinais de que o mercado pode continuar resistindo a embolsar lucros, se Wall Street se mantiver descolada do mercado de petróleo, privilegiando os resultados favoráveis de balanços referentes ao primeiro trimestre. Às 10h13, a Bovespa caía 0,11%, aos 39.903. O S&P 500 avançava 0,11% e o Nasdaq futuro, +0,21%. Os índices futuros de ações em Nova York operam sustentados pelos bons resultados divulgados pela Intel, Apple e Nokia. Entre as empresas que já divulgaram balanços esta manhã, estão para General Motors e Bell South, Bank of America, Merck entre outras. Agora, as expectativas se voltam para o balanço do site de busca Google, que sai após o fechamento do pregão. Entre os indicadores, o destaque da agenda é o dado de atividade do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) da regional de Filadélfia de abril, que será divulgado às 11h30. Nas Europa, os balanços também estão surpreendendo positivamente e mantém as principais praças no campo positivo. A escalada de alta do petróleo, que está manhã chegou a ser cotado a US$ 74 o barril em Londres, associado a pressão no mercado de títulos do Tesouro norte-americano, se sustenta acima de 5% ao ano, recomendam cautela nessa véspera de feriado prolongado no Brasil. Os balanços bons que estão sendo divulgados e a divulgação de queda maior do que a esperada no número de pedidos de auxílio desemprego na última semana nos EUA aumentam a preocupação com o vigor da economia. Os pedidos de auxílio desemprego caíram 10 mil ante previsão de queda de 5 mil. Aqui, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) não deve provocar ajustes na Bolsa. Embora o resultado tenha vindo dentro do esperado, a novidade desse Copom foi o comunicado que diz que a autoridade monetária vai acompanhar "a evolução do cenário macroeconômico até a sua próxima reunião", que não aparecia no texto anterior. Há dúvidas se o Banco Central vai reduzir o ritmo de alta do juro ou manter os cortes de 0,75 ponto porcentual. Só a ata pode ajudar a clarear essa dúvida. Aqui, vale a pena observar o comportamento das ações do Banco do Brasil (BB), depois da autorização dada ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para que o BB aumente a participação de investidores estrangeiros no capital do banco, de 5,6% para 12,5%, pode ter efeito nos papéis hoje. A ampliação do limite tem por objetivo a oferta secundária de ações que a instituição pretende fazer. Os principais acionistas do Banco do Brasil decidiram fazer uma oferta de ações equivalentes a até 7,5% do seu capital total, o que aumentaria o nível de liquidez das ações no mercado.

Agencia Estado,

20 Abril 2006 | 10h14

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