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Bovespa cai 0,38%, puxada pelas baixas de Petrobrás e bancos

Fernando Travaglini - Agência Estado

04 Junho 2014 | 18h 21

Ações da estatal chegaram a cair mais de 2% ao longo do dia e fecharam em desvalorização de 1,78% (PN) e 1,32% (ON)

Após dois dias seguidos de alta, a Bovespa fechou esta quarta-feira, 4, em queda, puxada por Petrobrás e bancos. O Ibovespa terminou em baixa de 0,38%, aos 51.832,98 pontos. No mês, o índice ainda acumula alta de 1,16%, com ganho de 0,63% no ano.

O resultado da bolsa brasileira contrariou a alta registrada pelas bolsas em Nova York. O S&P-500 subiu 3 pontos (0,19%) e fechou em 1.927 pontos, novo nível recorde, de acordo com informações preliminares.

As ações da Petrobrás foram as que mais sofreram, chegando a marcar perdas superiores a 2% no meio da tarde, com forte venda de bancos estrangeiros, segundo relato de operadores de mercado. Ao final do pregão, os papéis PN da estatal perderam 1,78%, enquanto as ONs tiveram desvalorização de 1,32%. Vale PNA recuou 0,39%, com bancos também encerrando o dia no terreno negativo.

Por outro lado, entre as maiores altas do dia, Estácio (3,53%) e Anhanguera (2,80%) ganharam com a notícia de que o governo conseguiu evitar que o Prouni e o Fies fossem retirados da base de cálculo de investimento mínimo no ensino previsto pelo Plano Nacional de Educação (PNE), cuja redação final foi aprovada ontem e segue agora para sanção presidencial.

Já as bolsas em Wall Street se recuperam no início de tarde, amparadas no índice do setor de serviços dos EUA em maio, acima do esperado. O indicador levou à inversão do sinal de queda que prevalecia nas ações. O Instituto para Gestão de Oferta (ISM) informou que o índice de atividade de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA subiu para 56,3 em maio, de 55,2 em abril. O resultado veio acima da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam estabilidade do indicador. 

O dado resgatou as bolsas norte-americanas do campo negativo em que estavam em reação aos números da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA). A ADP informou que a criação de postos de trabalho do setor privado nos EUA em maio ficou em 179 mil, abaixo da previsão do mercado, que era de 210 mil. 

A Bolsa de São Paulo, no entanto, não acompanhou a melhora de humor em Nova York, e seguiu em queda, com realização de lucros após os ganhos dos últimos dois dias. 

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