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Bovespa se firma em alta, na contramão de Nova York

ANA LUÍSA WESTPHALEN - Estadão Conteúdo

20 Agosto 2014 | 11h 20

Investidores esperam divulgação de ata do Fed, e internamente, a confirmação de Marina Silva como candidata do PSB

Após uma abertura volátil, a Bovespa se firmou em trajetória de alta nesta quarta-feira, 20, na contramão de Wall Street. Tanto aqui quanto no exterior as atenções dos investidores estão voltadas para a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que será conhecida apenas à tarde, às 15 horas. A expectativa é que o documento traga pistas sobre as estratégias de saída dos estímulos nos Estados Unidos, bem como sinais quanto ao processo de normalização das taxas dos Fed Funds. Em Nova York, o Dow Jones recua 0,01%, o S&P 500 tem queda de 0,02% e o Nasdaq perde 0,11%.

Há pouco, o Ibovespa avançava 0,54%, aos 58.767,50 pontos, após quatro pregões de altas seguidas, período no qual o índice à vista acumulou ganho de 5,16% e atingiu o maior nível desde março de 2013. Além do Fed, internamente, os agentes seguem na expectativa pela confirmação do nome de Marina Silva como candidata pelo PSB, em reunião da executiva do partido a ser realizada às 15 horas, e também após a indicação do nome de Beto Albuquerque como vice na chapa "puro sangue".

Entre as blue chips, as ações da Petrobras avançam 0,66% (ON) e 0,77% (PN), enquanto os papéis da Vale exibem alta de 0,90% (ON) e 0,76% (PNA). No setor financeiro, as mudanças anunciadas pelo Banco Central mais cedo não fazem preço nas ações de grandes bancos, que operam em direções divergentes; Itaú Unibanco recua 0,27%, Bradesco PN tem perda de 0,08%, Banco do Brasil ON sobe 0,87% e as units do Santander caem 0,40%. As medidas estão sendo detalhadas neste momento pela autoridade monetária.

Conforme informado hoje cedo, foram alteradas regras do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo, mudando os procedimentos de cálculos referentes a ponderação de risco. Além disso, o BC ampliou critérios de exposição e receitas máximas para classificar operações como varejo e também reduziu fatores de conversão em crédito de operações de comércio exterior e de garantias de performance. Segundo a autoridade monetária, as medidas podem ampliar crédito a pequenas empresas e fortalecer o comércio exterior, com uma injeção de até R$ 10 bilhões no sistema financeiro.

No exterior, a ata da reunião do Banco da Inglaterra de agosto deixou os investidores apreensivos hoje cedo, porque a decisão pela manutenção do juro básico em 0,5% e dos estímulos à economia não foi unânime e dois membros votaram pelo início da alta de juros. Desse modo, crescem as expectativas pelo documento do Fed, hoje à tarde, porque é possível que a instituição reforce o cenário de que se aproxima o momento de elevação dos juros, ainda que não seja no curto prazo, diante do otimismo recente com a economia.