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Bovespa segue sem fôlego após abertura de Nova York

LUCIANA ANTONELLO XAVIER - Estadão Conteúdo

02 Setembro 2014 | 10h 57

A Bovespa tentava mais cedo pegar algum fôlego com o exterior para operar em alta, mas não conseguiu e com a abertura das bolsas de Nova York renovou as mínimas. A divulgação de dados nos Estados Unidos - os índices PMI e ISM sobre a atividade da indústria às 10h45 e às 11h - podem, se positivos, ajudar a melhorar o humor da Bolsa paulista, que ontem caiu 0,24%, encerrando aos 61.141 pontos.

O mercado local de ações também trabalha na expectativa com duas pesquisas eleitorais esperadas para a quarta-feira, 03, Ibope e Datafolha, uma vez que a disputa presidencial tem sido a condutora dos negócios em ações nas últimas semanas.

O avanço da oposição via Marina Silva, que concorre pelo PSB, tem agradado o mercado financeiro. Analistas do JPMorgan avaliam que o programa de governo de Marina é simpático ao mercado em termos gerais, mas peca na falta de detalhes. Além disso, na avaliação do banco, o texto apresenta algumas inconsistências.

Hoje, sai uma pesquisa Ibope para o Estado de São Paulo, que pode influenciar as ações da Cesp. Já a Fenabrave divulga números das vendas de veículos de agosto e nesse caso o impacto pode ser nas ações das siderúrgicas CSN e Usiminas, que vendem aços planos para as montadoras.

Às 10h33, o Ibovespa caía 0,26%, aos 60.981,15 pontos. As ações da Petrobrás caíam 1,64% (PN) e 1,60% (ON), enquanto as da Vale subiam 0,74% (PNA) e 0,69% (ON).

Em Nova York, o Dow Jones operava estável, o Nasdaq subia 0,29% e o S&P 500 avançava 0,11%.

Em tempo: O Índice de Confiança Empresarial (ICE) calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 2,4% em agosto, após queda de 0,4% em julho, com forte deterioração nos próximos seis meses.