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Bovespa sobe sustentada por alta de bolsas na Europa

SILVANA ROCHA - Estadão Conteúdo

03 Setembro 2014 | 10h 53

A Bovespa se sustenta em alta, amparada pela valorização generalizada das bolsas europeias e nos Estados Unidos. A expansão da atividade do setor de serviços na China em agosto e um acordo de cessar-fogo permanente anunciado pela Rússia e Ucrânia estimulam o apetite dos investidores por ativos considerados arriscados, como as ações.

No mercado doméstico, a expectativa pela liderança de Marina Silva (PSB) na disputa presidencial, cenário que tende a ser confirmado na noite de hoje por duas pesquisas eleitorais, do Ibope e do Datafolha, ajuda a sustentar os ganhos da bolsa brasileira.

Às 10h43, o Ibovespa estava em alta de 0,34%, aos 62.105,65 pontos. Ontem, após o fechamento, o Ibope mostrou que a candidata à Presidência do PSB já ultrapassou a presidente Dilma Rousseff (PT) nos dois principais colégios eleitorais municipais do País, São Paulo e Rio de Janeiro.

Na agenda doméstica, além das pesquisas, que devem sair depois do fechamento, à noite o Copom anuncia sua decisão de política monetária. Conforme levantamento do AE Projeções, todas as 84 instituições consultadas acreditam que a taxa Selic seguirá inalterada em 11,00% neste mês - nível em que deve permanecer até o fim do ano para 73 das 80 casas ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado..

No exterior, o clima também é de espera. Isso porque, à tarde, o Livro Bege pode trazer algum sinal sobre o início do aperto monetário no país, antes do payroll de sexta-feira, 05.

Em Wall Street, os índices futuros das bolsas de Nova York abriram há pouco, confirmando a valorização mostrada mais cedo pelos índices futuros. Às 10h43, o Dow Jones subia 0,40%; o S&P500 avançava 0,26%; e o Nasdaq, +0,09%.

Há pouco, o Tesouro Nacional anunciou que voltou novamente ao mercado internacional, com uma captação em dólares do Global 2025. A emissão será liderada pelos bancos Morgan Stanley, BTG Pactual e Citigroup. Essa é a terceira operação deste ano. A última foi realizada em 23 de julho, quando o governo brasileiro emitiu um bônus de longo prazo (30 anos), com vencimento em 2045. Na ocasião, foram emitidos US$ 3,550 bilhões. A emissão atual deverá ingressar no País diretamente para o Tesouro, sem passar pelo mercado de câmbio.