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Hasan Jamali/AP

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Petróleo se recupera e dólar fecha em queda de mais de 1%

Moeda norte-americana encerrou negócios cotada a R$ 4,06; Bolsa fechou em queda de 1,40%, com mercado se ajustando a perdas da Petrobrás e da Vale no exterior

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Paula Dias, Claudia Violante,
O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 11h17

(Atualização às 18h50)

O dólar à vista fechou em baixa de 1,11% nesta terça-feira, cotado a R$ 4,0625. A queda da moeda norte-americana foi determinada principalmente pela recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional, que aumentou o apetite por risco dos investidores e valorizou as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil.

O dólar chegou subir pela manhã, quando atingiu a máxima de R$ 4,1221 (+0,34%). A virada aconteceu depois que o ministro do Petróleo do Iraque, Abdul Karim Luaibi, declarou que a Arábia Saudita, o maior exportador mundial da commodity, está "mais flexível" em relação a possíveis cortes em sua produção. Além disso, a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco disse que o aumento da demanda por petróleo pode superar 1,2 milhão de barris por dia em 2016. 

Os comentários fizeram o petróleo se firmar em alta e, durante a tarde, chegar a subir mais de 6% em Londres e em Nova York. Com isso, as bolsas se consolidaram em alta pelo mundo e o dólar voltou a bater mínimas no Brasil, atingindo R$ 4,0523 (-1,35%). Para isso, contribuíram ainda dados positivos da economia dos EUA, como o índice de confiança do consumidor, que subiu para 98,1 em janeiro, de 96,3 em dezembro (dado revisado). Analistas previam recuo a 96,0. 

O cenário doméstico apresentou poucas novidades. Pela manhã, o Banco Central informou que o País teve déficit em conta corrente de US$ 2,460 bilhões em dezembro, um resultado melhor que o rombo de US$ 11,654 bilhões de dezembro de 2014. No ano passado, o déficit ficou em US$ 58,942 bilhões, também melhor que os US$ 104,181 bilhões do acumulado de 2014. 

Outro destaque foi o Investimento Direto no País (IDP, antigo IED), que somou US$ 15,211 bilhões em dezembro e US$ 75,075 bilhões em 2015, cobrindo com folga os déficits em conta corrente. Com o resultado desta terça-feira, o dólar à vista passa a acumular alta de 2,59% em janeiro.

Bolsa. A Bovespa trabalhou o dia todo na contramão de Nova York e fechou a sessão como começou: em queda. Sem pregão na véspera, por causa do feriado do aniversário de São Paulo, a terça-feira serviu para ajustar posições ao comportamento dos papéis de empresas negociados em Wall Street ontem. 

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 1,40%, aos 37.497,48 pontos. Na mínima, marcou 37.112 pontos (-2,42%) e, na máxima, 38.031 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 13,50%. O giro financeiro totalizou R$ 4,620 bilhões, segundo dados preliminares.

Os profissionais consultados reforçaram a leitura da manhã de que a Bovespa hoje teve um pregão de ajuste. O sinal negativo também foi atribuído à falta de credibilidade do governo, que deixa o investidor desconfortável em assumir posições na Bolsa. 

Na véspera, em dia de recuo das bolsas norte-americanas, o ADR preferencial da Petrobrás (PBRA) cedeu 5,24%, enquanto o ordinário (PBRN) teve baixa de 3,63%. No caso da Vale, o ordinário (VALE) caiu 5,29% e o preferencial (VALEP) recuou 4,76%.

Hoje, a ação ON (com direito a voto) da estatal caiu 4,03%, a R$ 5,96, enquanto a PN (preferência por dividendos) perdeu 4,76%, a R$ 4,20. Destaque para a notícia de que os trabalhadores da Petrobrás receberam indicação da empresa de que o resultado financeiro do último trimestre do ano passado pode comprometer o ganho acumulado nos primeiros nove meses do ano.

Vale ON cedeu 0,89%, a R$ 8,95, e a PNA subiu 1,34%, a R$ 6,82, ambas melhorando na reta final. 

JBS ON caiu 7,33% e liderou a lista de maiores quedas do índice, depois que foi veiculada notícia informando que o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nove investigados ligados ao Grupo JBS e ao Banco Rural, instituição-chave no caso do mensalão, por crime contra o Sistema Financeiro Nacional. 

 

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