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Chineses agora temem bolha imobiliária

- Atualizado: 16 Março 2016 | 10h 10

Preço dos imóveis nas grandes cidades teve forte alta; em Shenzhen, o preço médio das moradias subiu 51,9% em janeiro se comparado a 2015

PEQUIM - A China está tendo dificuldades para lidar com um mercado imobiliário cada vez menos homogêneo, afirmou o ministro da Habitação, Chen Zhenggao. “As diferenças são severas e estão piorando”, disse Chen em entrevista à imprensa durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo.

“A situação em cidades maiores comparada a cidades pequenas é diferente, o que gera desafios para nossa tarefa regulatória e é uma grande questão”, disse o ministro. Alarmado por uma queda nas vendas nacionais de moradias em 2014, o governo central chinês afrouxou as regras do setor, o que levou a uma recuperação em 2015. No entanto, conforme o governo trabalhou para aquecer o mercado em cidades menores, os preços das residências em cidades grandes começou a mostrar sinais de superaquecimento nas últimas semanas.

Preços das residências em cidades grandes começou a mostrar sinais de superaquecimento nas últimas semanas

Preços das residências em cidades grandes começou a mostrar sinais de superaquecimento nas últimas semanas

Existem temores crescentes de que uma perigosa bolha imobiliária esteja se formando em Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou, que vêm registrando fortes altas nos preços desde o feriado do ano-novo lunar, em fevereiro. Os preços médios das moradias novas em Shenzhen, por exemplo, subiram 51,9% em janeiro comparado a igual período do ano passado. Em Xangai, a alta foi de 17,5%.

Limites. As maiores cidades estão implementando medidas para estabilizar os preços dos imóveis, incluindo limites rígidos para compra de moradias e impostos, aumentando a oferta de terrenos e de casas pequenas e médias, afirmou Chen.

Perguntado se o mercado imobiliário da China lembra o do Japão nos anos 80 e pode viver um crash como ocorreu naquele país, Chen disse que a taxa de urbanização chinesa, o nível de crescimento econômico e as políticas macroeconômicas são diferentes das métricas do Japão durante aquela época, por isso as situações não são comparáveis.

O investimento em bens imóveis em centenas de cidades chinesas menores vem diminuindo conforme as construtoras se tornam mais cautelosas nos mercados com excesso de oferta. Isso tem sido um peso sobre a economia mais ampla, reduzindo a demanda por diversos produtos, desde cimento, passando por aço e móveis.

“O setor imobiliário permanece como um importante motor do crescimento econômico da China”, afirmou o ministro, acrescentando que a produção de valor agregado do setor foi responsável por 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da China no ano passado.

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