Sergei Karpukhin|Reuters
Sergei Karpukhin|Reuters

Com decisão da Opep sobre petróleo, Bolsa avança 1,67% e dólar cai para R$ 3,22

Países membros decidiram congelar a produção e preços da commodity no exterior tiveram forte alta, favorecendo ações da Petrobrás e moedas de países emergentes

Paula Dias, Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2016 | 18h51

A forte alta dos preços do petróleo respondeu por grande parte da alta de 1,67% do Índice Bovespa, que fechou aos 59.355,76 pontos com o consenso entre membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) para congelar a produção da commodity.

A notícia, veiculada pouco depois das 15h (de Brasília), fez disparar os preços do petróleo nas bolsas de Londres e Nova York, com efeito imediato sobre as ações de empresas petroleiras pelo mundo. A decisão também teve reflexos nos mercado de câmbio, favorecendo a valorização de moedas de países emergentes. Assim, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,2230, em queda de 0,30%, registrando o seu segundo dia seguido em baixa. 

Com o menor valor de encerramento desde 21 de setembro (R$ 3,2072), a divisa norte-americana zerou os ganhos acumulados no mês e passou somar perda de 0,12% em setembro. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negociação atingiu US$ 1,327 bilhão.

A quarta-feira também foi marcada por discursos de dirigentes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu, além da movimentação do governo brasileiro em torno de medidas de ajuste fiscal. 

Pela manhã, o principal destaque havia sido a sabatina da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen. A líder do BC americano fez um discurso sem novidades, no qual reforçou o compromisso do Fed com o gradualismo, no momento em que o aperto monetário for reiniciado. Ainda assim, a menção a uma possível retirada de estímulos à economia levou analistas a acreditar que Yellen reforçou a chance na elevação de juros nos EUA este ano. 

Mercado de ações. As ações da Petrobrás, que já operavam em alta nno início do pregão, aceleraram o ritmo e renovaram sucessivas máximas após a divulgação do acordo firmado entre os membros da Opep. No fechamento, Petrobrás ON subiu 4,64% e Petrobras PN avançou 5,56%.

Com a melhora do humor dos investidores e o aumento do apetite por risco, a alta na Bovespa acabou sendo generalizada, tendo entre os principais destaques, ainda, ações de outras empresas ligadas a commodities. Vale ON e PNA subiram 3,35% e 3,61%, respectivamente. CSN ON avançou 8,01% e Usiminas PNA ganhou 6,41%. Bancos voltaram a contabilizar ganhos, com Santander Unit à frente, avançando 3,15%. Braskem PNA disparou 10,29%, a maior alta do Ibovespa, depois que anunciou que vai distribuir dividendos intermediários no valor de R$ 1 bilhão.

A dois pregões do encerramento de setembro, o Ibovespa acumula alta de 2,51% no mês e de 36,93% em 2016. Até o último dia 26, os investidores estrangeiros haviam retirado R$ 1,932 bilhão da Bovespa. Em 2016, a Bolsa tem superávit de R$ 13,076 bilhões em recursos externos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.