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DIs registram leve queda na abertura dos negócios

ANA LUÍSA WESTPHALEN - Estadão Conteúdo

25 Agosto 2014 | 09h 56

No mercado de juros, as taxas futuras recuam em linha com a queda no rendimento dos juros dos Treasuries e de bônus europeus no exterior. No caso dos vértices mais curtos, os DIs reagem ao resultado da confiança do consumidor de agosto, que está no menor nível desde abril de 2009. Conforme a FGV, o indicador caiu 4,3% em agosto ante julho, para 102,3 pontos, frustrando as expectativas de reversão de tendência de queda, iniciada em 2012. Novamente, o resultado foi influenciado pela insatisfação dos consumidores com o estado geral da economia.

Por volta das 9h30, na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,80%, na máxima, de 10,81% no ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2016 estava em 11,24%, de 11,27% após ajuste ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2017 projetava taxa de 11,37% de 11,41% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 estava em 11,55%, de 11,57%.

No exterior, ainda ecoam as declarações dos presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos, Janet Yellen, e da zona do euro, Mario Draghi, no simpósio econômico em Jackson Hole. Depois de a ata do Fed sinalizar que pode antecipar o aperto monetário, a comandante do Banco Central dos EUA ratificou o documento, confirmando que, como as condições do mercado de trabalho melhoraram mais rapidamente do que previa o próprio BC, o aperto monetário pode não tardar. Contudo, Yellen fez algumas ressalvas. Já Mario Draghi, afirmou que a instituição está pronta para afrouxar a política monetária, se necessário. Para ele, há espaço para flexibilização do orçamento com medidas fiscais.

Mais cedo, a Focus mostrou que profissionais do mercado financeiro consultados pelo BC elevaram a mediana das estimativas para o IPCA, de 6,25% para 6,27% em 2014, e de 6,25% para 6,28% em 2015. Já a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi novamente reduzida, de 0,79% para um crescimento de 0,70%, mas seguiu em 1,20% em 2015. No caso da Selic, a projeção para a taxa básica de juros em 2015 voltou a ser ajustada para cima, passando de 11,75% para 12%. Para este ano, a previsão para os juros foi mantida nos atuais 11,00%.