Dólar acentua queda com entrada de recursos

Após abrir em alta, a cotação do dólar, ainda na parte da manhã, não se sustentou e inverteu o sinal, se descolando dos juros do títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo operadores, o motivo para a moeda norte-americana ter invertido o ritmo de ganho foi a entrada de recursos financeiros e também de exportadores. Às 15h10, o dólar comercial registrava queda de 0,38%, a R$ 2,119 - o mesmo recuo e cotação registrados no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No mercado de ações, hoje a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com fôlego, influenciada por uma combinação de boas notícias externas e internas. Às 15h11, o Ibovespa (principal índice da bolsa paulista) subia 1,26%, aos 40.238 pontos. No exterior, o crescimento bem acima do esperado (+6,1%) das encomendas de bens duráveis em março trouxe nervosismo, mas logo a avaliação feita pelo mercado foi a de que a disparada dos juros do título do Tesouro dos EUA seria por um "bom motivo", que é o aquecimento da economia do país. O juro do papel de 10 anos chegou a 5,12% ao ano. Do lado doméstico, os investidores foram surpreendidos pelo resultado do superávit primário das contas do setor público (União, Estados e municípios e empresas estatais) muito melhor do que o esperado. As contas do setor público tiveram superávit de R$ 13,186 bilhões em março, acima das estimativas mais otimistas. Com isso, o superávit acumulado em 12 meses em relação ao PIB ficou em 4,39%, acima da meta de 4,25%.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 15h16

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