Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Dólar foi investimento que mais valorizou em setembro

No mês em que chegou ao pico de R$ 4,13, dólar acumulou alta de 9,39%; Bolsa amargou queda de 3,36%

Mariana Congo, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 18h27

SÃO PAULO - O dólar foi o ativo que mais valorizou em setembro. A moeda terminou o mês com alta de 9,39%. 

Não poderia ser diferente para o câmbio: foi em setembro que dólar atingiu sua maior cotação desde o início do Plano Real (sem descontar a inflação), ao marcar R$ 4,05 no dia 22 e, no dia seguinte, R$ 4,13. 

Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana fechou aos R$ 3,97, em queda de 2,19%.

Pesou no mês o cenário de incertezas políticas e econômicas. No dia 9 a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota do Brasil, que perdeu seu grau de investimento. A queda da confiança dos investidores no País foi um dos motivos que pressionaram a alta do dólar. A moeda já subiu 62% no ano.

Na ponta inversa, a Bolsa perdeu 3,36% em setembro. O mesmo arcabouço político e econômico influenciou as ações para o lado negativo. 

Nesta quarta-feira, 30, num sinal de alívio, o Ibovespa ficou acima dos 45.000 pontos, em alta de 2,17%. O desempenho da Petrobrás foi positivo, depois do anúncio - ontem - do reajuste no preço de gasolina e diesel. No ano, o Ibovespa perde 16,73%.

No ranking de investimentos de setembro (veja gráfico abaixo), na segunda colocação ficou o ouro, com alta de 7,98%. Ouro é uma aplicação mais destinada ao investidor experiente, que busca segurança na diversificação de seus investimentos. 

Dentre os principais produtos de renda fixa, o desempenho foi parecido em setembro. Os fundos referenciados DI acumularam alta de 0,97% no mês, seguidos dos fundos de renda fixa (valorização de 0,85%) e dos CDBs (para aplicações até R$ 100 mil), que subiram 0,79% em setembro. 

Vale lembrar que a partir de amanhã, 1º de outubro, começa a valer a nova classificação dos fundos, que resume as classes de ativos em quatro: renda fixa, ações, multimercados e cambial. Um dos destaques é a criação dos fundos simples de investimento em renda fixa, que devem ter custos menores e são voltados para investidores com menor tíquete de aplicação (em torno de R$ 1 mil). Também chama a atenção a possibilidade dos fundos investirem mais no exterior, já que os limites para os gestores foram ampliados.

Só não pior que a Bolsa, a poupança (com vencimento em 1º de outubro) rendeu 0,69% no mês.

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