Dow Jones, bolsa de NY, tem maior nível desde jan/2000

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, com o índice Dow Jones encerrando o pregão no nível mais alto desde 19 de janeiro de 2000. O dia foi marcado pela terceira queda consecutiva dos preços do petróleo e por indicadores econômicos fortes. "Os números mostraram atividade econômica sólida e ampla, mas sem pressões inflacionárias, que são aquilo a que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) está especialmente atento", comentou a sócia do Dudack Research Group Gail Dudack. Entre as componentes do Dow Jones, o destaque foi a General Motors, com alta de 8,13%, depois de a Merrill Lynch remover sua recomendação de "venda", passando para uma recomendação "neutra". Outros destaques foram Caterpillar (+1,36%) e AT&T (+2,19%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, estavam a Boeing (-0,23%), Amazon.com (+0,68%), RF Micro Devices (+14%), Corning (+2,9%), Colgate-Palmolive (+2,8%), Sprint Nextel (-2,7%), Monster Worldwide (+6,9%), Moody's Investors Service (-12%) e PepsiCo (+0,63%). O índice Dow Jones fechou em alta de 71,24 pontos (0,63%), em 11.354,49 pontos. A mínima foi em 1.282,77 pontos e a máxima em 11.379,87 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 3,33 pontos (0,14%), em 2.333,63 pontos, com mínima em 2.327,73 pontos e máxima em 2.342,88 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 3,67 pontos (0,28%), para 1.305,41 pontos. O NYSE Composite avançou 23,94 pontos (0,28%), para 8.429,86 pontos. O volume negociado na NYSE alcançou 1,775 bilhão de ações, de 1,685 bilhão ontem; 1.836 ações subiram, 1.478 caíram e 152 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume ficou em 2,114 bilhões de ações negociadas, de 2,334 bilhões ontem, com 1.562 ações fechando em alta e 1.500 em queda. Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA voltaram a cair, com correspondente alta nos juros.O mercado reagiu aos fortes indicadores divulgados pela manhã: as encomendas de bens duráveis, que cresceram 6,1% em março (ante previsões de +1,6%), e as vendas de imóveis residenciais novos, que cresceram 13,8% em março. "Sem dúvida, o mercado mostrou preocupação com os números fortes que vimos nesta manhã", comentou a vice-presidente de renda fixa da DA Davidson, Mary Ann Hurley. "Parece que o mercado de imóveis não está suficientemente fraco para que o Fed faça uma pausa no ciclo de apertos monetários", disse o estrategista Alex Li, do Crédit Suisse. No fim da tarde, em Chicago, os futuros de Fed Funds projetavam uma probabilidade de 64% de que o Fed eleve a taxa dos Fed Funds para 5,25% até o fim de junho; ela está em 4,75% e uma elevação para 5,0% na reunião de maio é tida como certa. À tarde, o mercado praticamente não reagiu ao "livro bege" do Fed. Hurley, da DA Davidson, observou que a reação do mercado aos indicadores divulgados pela manhã teria sido mais acentuada ainda, mas que os investidores preferiram esperar pelo depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, no Congresso dos EUA, na manhã desta quinta-feira. "Os mercados vão querer ver o que ele tem a dizer sobre os preços da energia e das commodities, e se eles atuam como um freio ao crescimento ou são inflacionários. Qualquer coisa que ele diga que indique quão perto estamos do fim do ciclo de apertos monetários terá impacto no mercado', acrescentou. No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos títulos de 30 anos estava em 5,174%, de 5,164% ontem; o juro dos papéis de 10 anos estava em 5,104%, de 5,078% ontem; e o juro dos papéis de 2 anos estava em 4,984%, de 4,941% ontem. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 19h01

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