Alex Silva/Estadão
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Erro em documentação fez China devolver carne brasileira

Reportagem nesta terça-feira mostrou que país asiático devolveu ou descartou em maio um volume de carne brasileira três vezes superior ao normal

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2017 | 16h36

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que a rejeição, pela China, de lotes de carne brasileira em maio se deveu à falha na documentação que acompanhava o produto e não a problemas sanitários.

"São situações que ocasionalmente ocorrem no trânsito de produtos no comércio internacional", destacou a entidade, em nota. "Estes registros informados pela China representam uma ínfima parcela dentre as exportações brasileiras para o mercado chinês."

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Nesta terça-feira, 5, o Estado/Broadcast mostrou que a China devolveu ao Brasil em maio, ou descartou logo após o desembarque, um volume de carne três vezes maior que o registrado em abril.

Dados da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena chinesa (AQSIQ) apontam que a autoridade asiática devolveu 268,8 toneladas de proteína de frango e destruiu 81,4 toneladas de carne bovina e de frango importadas do Brasil ao longo do mês de maio, num total de 350,2 toneladas.

Já em abril, foram 81,6 toneladas de carne de frango e bovina devolvidas e 25,9 toneladas destruídas, totalizando 107,5 toneladas. Em relação aos meses de janeiro, fevereiro e março não constam rejeições a carnes oriundas do Brasil nos relatórios da AQSIQ.

A ABPA diz ainda que do volume total de cargas com ingresso negado, 92% provinham de unidades frigoríficas que estavam suspensas pela China, como efeito da Operação Carne Fraca.

"Nenhum caso se refere a questões de segurança alimentar", afirma a entidade.

Após a Operação Carne Fraca e a apresentação dos esclarecimentos brasileiros, três plantas brasileiras que estavam suspensas anteriormente à operação foram reabilitadas. 

 

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