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Expectativa com Yellen leva dólar para cima na abertura

ÁLVARO CAMPOS - Estadão Conteúdo

22 Agosto 2014 | 09h 41

O dólar abriu em alta ante o real nesta sexta-feira, 22, em linha com o movimento da divisa norte-americana no exterior. Renovadas tensões geopolíticas na Ucrânia levaram os investidores a abandonar moedas mais arriscadas e buscarem segurança no dólar, especialmente em meio às elevadas expectativas com o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, nesta manhã.

Por volta das 9h25, o dólar à vista no balcão subia 0,49%, a R$ 2,2770. No mercado futuro, o dólar para setembro avançava 0,29%, a R$ 2,2820. A divisa norte-americana também ganhava terreno ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, como o rublo russo (+0,63%), a lira turca (+0,31%) e o dólar canadense (+0,19%). O índice ICE Dollar, que pesa o dólar ante uma cesta de seis principais rivais, ganhava 0,08%, aos 82,217 pontos.

Acusações de um porta-voz ucraniano de Defesa, de que o comboio russo, que supostamente estaria levando ajuda humanitária, cruzou a fronteira com a Ucrânia hoje sem permissão provocou uma piora discreta dos mercados internacionais. Além disso, há a tensão com o discurso de Yellen no tradicional simpósio de Jackson Hole, realizado em um bucólico resort de esqui no Meio-Oeste dos EUA. Após o Fed ter divulgado uma ata mais conservadora esta semana, citando a possibilidade de aperto antecipado na política monetária, a esperança é que Yellen use sua fala para temperar as expectativas do mercado.

A agenda diária de indicadores dos Estados Unidos está vazia, mas no Brasil os dados do setor externo serão monitorados pelo mercado de câmbio às 10h30. As projeções do mercado para o resultado das transações correntes do País variam de -US$ 6,6 bilhões a -US$ 5 bilhões, com mediana de -US$ 5,850 bilhões. Para o IED, as expectativas são de saldos positivos entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões, com mediana de +US$ 5,4 bilhões. Em junho, o saldo das transações correntes ficou em -US$ 3,345 bilhões e de IED, em +US$ 3,924 bilhões.

A disputa presidencial também segue no radar, com grande expectativa por novas pesquisas eleitorais. Ontem, a deputada federal Luiza Erundina (SP) foi indicada para coordenar a campanha presidencial do PSB, em substituição a Carlos Siqueira, que deixou a coordenação geral nessa quinta-feira, após desentendimentos com Marina Silva, um dia depois de a ex-senadora ser confirmada como cabeça de chapa, tendo o deputado Beto Albuquerque como candidato a vice.