Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Impacto de novo rebaixamento é praticamente nulo no mercado financeiro

Bolsa de São Paulo caiu 0,51% após comunicado da Fitch, mas logo se recuperou e desde então tem pouca oscilação; dólar opera com ligeira alta

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 13h38

O novo rebaixamento da nota de crédito da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch não impactou de forma negativa no mercado financeiro doméstico. A Bolsa de São Paulo, B3, que até o comunicado da Fitch tinha um dia de pouca movimentação, depois do rebaixamento viu o Ibovespa, indicador com as principais ações negociadas no País, cair 0,51%, oscilação considerada pequena pelos analistas.

Às 15h35, o Ibovespa já havia se recuperado e operava em leve alta de 0,02%, aos 86.702,70 pontos. "O mercado já contava com essa medida", explicou o operador da Renascença DTVM, Luis Felipe Laudisio.

Já no mercado de câmbio, o dólar subiu um pouco após o rebaixamento, sinalizando que os investidores poderiam estar em busca da moeda americana para se proteger de possíveis problemas na economia brasileira, mas essa tendência não se sustentou e às 15h35 a divisa já estava em baixa de 0,37%, cotado a R$ 3,2371, marcando um momento de leve valorização do real frente ao ativo americano.

A Fitch rebaixou o rating do Brasil para BB-, com perspectiva estável, nesta sexta-feira, 23. Segundo a agência, o rebaixamento reflete o persistente e amplo déficit fiscal do País, além do fracasso nas reformas que poderiam melhorar as finanças públicas.

"O mercado preferiu não mudar de tendência (de alta na Bolsa) por enquanto. Se alguma mudança for feita, não será assim tão rapidamente, porque há outras questões que amenizam o rebaixamento. Uma delas é a melhora dos números da economia, um fator que vem dando maior tranquilidade, em contraposição à não aprovação da reforma da Previdência", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da Spinelli Corretora.

Lá fora. Sem o peso da economia interna na decisão dos investidores, o mercado passou a se interessar mais pelo que acontecia no exterior, principalmente nos Estados Unidos, que vive nesta sexta-feira um dia de ganho nas principais bolsas de Nova York, e com petróleo se valorizando.

Às 16h, o índice S&P500, da bolsa S&P, subia 0,79%, enquanto Dow Jones e Nasdaq ganhavam 0,59% e 0,91%, respectivamente. Os contratos futuros de petróleo reduziram pontualmente os ganhos na sessão, depois que dados da Baker Hughes apontaram para o aumento do número de poços de petróleo em operação nos Estados Unidos.

O dado se contrapõe aos números divulgados nesta quinta-feira, 22, pelo Departamento de Energia (DoE), que apontaram para a redução dos estoques de petróleo no país. Passado o primeiro impacto da notícia, os contratos futuros voltaram a exibir ganhos superiores a 1%. Na Bovespa, as ações da Petrobrás subiam 1,99% (ordinárias) e 0,82% (preferências). / COM PAULA DIAS 

 

 

 

 

 

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