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Índices futuros sinalizam abertura em alta de NY

ALEXANDRE DALLARA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES - Estadão Conteúdo

19 Agosto 2014 | 10h 25

As bolsas de Nova York devem abrir em alta nesta terça-feira, 19, seguindo os índices futuros, que sobem influenciados pelos ganhos nos mercados acionários da Europa e por indicadores econômicos dos Estados Unidos. Às 10h15 (de Brasília) o Dow Jones futuro avançava 0,35%, o S&P 500 ganhava 0,27% e o Nasdaq registrava alta de 0,29%.

Na manhã de hoje, os índices aceleraram a valorização após a divulgação da inflação ao consumidor no país, de +0,1% em julho, em linha com as expectativas, e das construções de moradias iniciadas, que saltaram 15,7%, para o maior patamar desde novembro. Os dados também levaram a moeda norte-americana às máximas do dia e fizeram os juros da T-note de 10 anos reduzirem as perdas.

A agenda esvaziada do resto do dia deve levar os mercados americanos a seguir o movimento da Europa. Segundo o estrategista chefe de investimentos do Citi Private Bank, Steven Wieting, "a influência positiva da Europa nos mercados dos EUA tende a ser forte hoje".

A redução das pressões geopolíticas também contribuem para a situação positiva das bolsas no dia. Os índices norte-americanos tiveram os ganhos interrompidos em meados de julho, após o recorde do Dow Jones no dia 16, com a combinação dos temores geopolíticos e receios de que o Federal Reserve poderia apertar a política monetária em breve. Neste mês, no entanto, as pressões se aliviaram e o índice já acumula alta de 1,7%.

Ainda nesta semana, o mercado deve reagir à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada amanhã, e ao simpósio do Jackson Hole, onde se pronunciarão na sexta-feira a presidente do Fed, Janet Yellen, e o chefe do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

Há expectativas de que a autoridade monetária dos EUA dará sinais de redução dos incentivos à liquidez, o que poderia prejudicar o desempenho das bolsas. Mas, segundo a opinião de analistas, os resultados positivos recentes da economia norte-americana, com a melhoria contínua do mercado de trabalho e o bom crescimento do segundo trimestre, devem pesar mais no desempenho da renda variável. Entre os indicadores que serão publicados nos próximos dias, o dado de atividade industrial deve ser o principal foco das atenções do mercado.

No noticiário corporativo, o destaque é o balanço da Home Depot, que reportou crescimento de 14% no lucro do segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados acima da expectativa faziam as ações da companhia subirem 3,72% no pré-mercado.