Juro mostra cautela com exterior e espera ata do Copom

O mercado de juros brasileiro abriu o dia operando em torno da estabilidade, mas com indicação de alta. Prossegue a atitude de cautela vista na quinta-feira, por conta do cenário externo e de algumas incertezas provocadas pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom). Com agravantes: na sexta-feira, quando os mercados aqui estavam fechados no feriado de Tiradentes, o petróleo chegou a romper os US$ 75. Hoje a commodity abriu em baixa, mas segue em nível elevado (acima de US$ 74) e deve continuar como fator de volatilidade. Os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries) também permanecem no centro das atenções. O juro de 10 anos mantém-se acima de 5%. E na quinta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, depõe sobre as condições da economia norte-americana no Comitê Conjunto de Economia do Congresso. Na mesma quinta-feira, será divulgada a ata do Copom. Por causa do comunicado do Copom, o mercado vai querer examinar minuciosamente a ata. O Comitê acrescentou ao comunicado a informação de que irá "acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a sua próxima reunião para, então, decidir os próximos passos na sua estratégia de política monetária." Novidade, propriamente, não houve nessas palavras, a não ser no fato de elas estarem presentes no comunicado, o que não aconteceu no anterior. Divulgado hoje cedo, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,24% na quadrissemana encerrada em 22 de abril, ante alta de 0,23% apurada no anterior(até 15 de abril). O resultado ficou próximo ao previsto. Mas inflação, no momento, está fora das preocupações do mercado, a não ser que o petróleo suba demais e possa afetar os preços aqui, assim como afetar o dólar. A pesquisa semanal Focus, divulgada nesta manhã pelo Banco Central, também veio em linha com o esperado, com novas e discretas quedas nas previsões de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - exceto para o horizonte de 12 meses à frente, que sofreu alta - e baixas mais fortes nos IGPs. Às 10h10, a projeção do juro com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) estava a 14,67%, ante fechamento na quinta-feira a 14,60% e ajuste para a virada do dia a 14,59%.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 10h10

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