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Juros recuam após IBGE confirmar recessão técnica

ÁLVARO CAMPOS - Estadão Conteúdo

29 Agosto 2014 | 09h 40

A economia brasileira entrou oficialmente em recessão, a primeira desde 2009, segundo mostram dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB caiu 0,6% no segundo trimestre, ante o primeiro trimestre, resultado pior do que o esperado pelos analistas ouvidos pelo AE projeções, cuja estimativa mediana era de -0,4%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado houve contração de 0,9%, também pior do que a mediana das projeções, de -0,60%.

Além de confirmar um quadro de recessão técnica, a atividade econômica bastante fraca deve entrar de vez na disputa eleitoral, com os candidatos da oposição usando esse desempenho para criticar a administração da presidente Dilma Rousseff (PT). Até o momento, os ataques estavam focados principalmente na inflação, que em 12 meses continua no teto da meta, a 6,50%. Em instantes será divulgado outro dado, que também está relacionado a outro ponto delicado do atual governo: as contas públicas.

No caso do resultado do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), que o Tesouro Nacional informa também hoje, as expectativas variam de -R$ 3,3 bilhões a +R$ 2,1 bilhões, com mediana zero. Na sequência, às 10h30, o Banco Central informa o resultado primário do setor público consolidado do mês passado e as estimativas oscilam de -R$ 2,9 bilhões a +R$ 2,0 bilhões, com mediana de +R$ 1,2 bilhão.

Operadores das mesas de renda fixa lembram que nos últimos dias alguns investidores se posicionaram nas taxas dos DIs apostando em um número mais fracos que o esperado. Com isso, a curva de juros futuros, que segue com inclinação negativa, deve reagir à essa rodada intensa de indicadores econômicos domésticos, mas sem tirar a atenção dos investidores do fator político, em meio à expectativa pelos números da pesquisa do Datafolha, prevista para ser divulgada a partir desta sexta-feira.

Às 9h20, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,770%, ante 10,780% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 apontava 11,19%, na mínima, de 11,24%. O contrato para janeiro de 2017 indicava 11,22%, de 11,26%. E o DI para janeiro de 2021 mostrava 11,15%, de 11,18%. Já o dólar à vista, no balcão, estava estável, cotado a R$ 2,2430.