Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nova meta fiscal traz alívio e dólar opera em queda

Mercado vê vitória de Meirelles sobre ala política do governo e reage positivo a comunicado da S&P, que reafirmou a nota de crédito do Brasil

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 10h37

O dólar opera em queda nesta quarta-feira, 16, precificando a revisão das metas fiscais do governo para 2017 e 2018 para déficit de até R$ 159 bilhões e principalmente a retirada pela agência Standard and Poor's da observação para possível rebaixamento do rating brasileiro ontem. A divulgação de uma queda inesperada no número de construções iniciadas em julho nos Estados Unidos ajudou a tirar força do dólar no exterior, com efeito discreto sobre o mercado local.

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Na renda fixa, os juros futuros também recuam desde cedo, embalados pela confirmação das metas fiscais deste e do próximo ano em déficit de até R$ 159 bilhões e precificando a ação da S&P.

O diretor da Correparti, Jefferson Rugik, diz que "o que está fazendo preço é a clara percepção da vitória de Henrique Meirelles (ministro da Fazenda) sobre a ala política do governo Temer, que defendia aumento do déficit fiscal para até R$ 170 bilhões neste e no próximo ano". Segundo ele, ajuda também a retirada pela agencia S&P da observação de possível rebaixamento do rating brasileiro assim como a valorização das moedas emergentes em meio à alta de commodities no exterior.

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Por volta das 10h30, o dólar à vista recuava 0,26%, aos R$ 3,1664. O dólar para setembro caía 0,13%, aos R$ 3,1770. Na renda fixa, o DI para janeiro de 2019 exibia 8,05%, de 8,06% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 marcava 8,77%, de 8,80%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 estava em 9,34%, de 9,38% no ajuste anterior.

Já a Bolsa operava em alta de 0,60%, aos 68.763 pontos. A máxima até o momento foi alcançada às 10h, aos 68.793 pontos (+ 0,64%).  

Lá fora, o dólar se enfraqueceu levemente em relação ao euro e ao iene, logo após a divulgação nos EUA de que as construções de moradias iniciadas no país recuaram 4,8% em julho ante junho, contrariando a expectativa de alta de 0,4% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. No mesmo horário acima, o dólar subia a 110,72 ienes e o euro recuava a US$ 1,1717.

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