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NY tende a abrir sem direção única pós-fala de Draghi

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE - Agencia Estado

03 Abril 2014 | 10h 26

As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta quinta-feira, 3, sem direção única, sinalizam os índices futuros. A manhã tem sido de oscilação nos Estados Unidos, em meio a indicadores, como as solicitações de auxílio-desemprego, piores do que o esperado. Por outro lado, a sinalização de que o Banco Central Europeu (BCE) pode adotar novas medidas de estímulo econômico tende a estimular compras de ações, que na quarta-feira, 2, fecharam com novo recorde de pontos. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,08% e o S&P 500 tinha alta de 0,04%, mas o Nasdaq caía 0,01%.

Nos EUA, um dia antes da divulgação do esperado relatório de emprego (payroll) do Departamento de Trabalho, a quinta-feira tem indicadores que permitem avaliações adicionais deste mercado. Entre os números já divulgados, os pedidos de auxílio-desemprego subiram para 326 mil na semana encerrada no último dia 29. A expectativa dos economistas era de que ficassem em 320 mil. Já a consultoria de recursos humanos Challenger, Gray & Christmas divulgou queda de 18% nas demissões planejadas em março. No primeiro trimestre, as demissões atingiram o menor nível para um primeiro trimestre em 19 anos.

Além dos dados de emprego, foi divulgado hoje o saldo da balança comercial dos EUA de fevereiro, que mostrou que o déficit subiu 7,7%, para US$ 42,3 bilhões. A expectativa dos economistas era de déficit de US$ 38,6 bilhões.

Logo após a abertura do mercado, será divulgado o índice de atividade dos gerentes de compras (ISM, na sigla em inglês) do setor de serviços, às 11h (de Brasília). A expectativa do Bank of America Merrill Lynch é que o indicador fique em 53,3 em março, acima dos 51,6 de fevereiro, influenciado pela melhora das temperaturas no mês passado depois do inverno rigoroso nos dois primeiros meses do ano, que afetou os serviços nos EUA. Além disso, o ISM tem um subíndice que avalia o emprego no segmento, um dos que mais cria vagas nos EUA, que deve ser monitorado de perto, diz o BoFA.

No exterior, o BCE decidiu manter os juros, decisão que já era esperada pela maioria dos analistas. O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a zona do euro verá período prolongado de inflação baixa e que a autoridade monetária não exclui a adoção de mais medidas, incluindo não convencionais, como o relaxamento quantitativo.

Para o estrategista-chefe da Capitol Securities Management, Kent Engelke, ao contrário da Europa, que ainda precisa de mais estímulos monetários, a economia dos EUA avança para um ponto em que não mais vai ser necessário o auxílio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). "O fim das compras mensais de ativos é um sinal de força da economia", diz ele em um relatório a investidores. , co