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Ouro fecha em queda pela segunda sessão seguida

Agência Estado

07 Julho 2014 | 16h 21

Os contratos de ouro fecharam no nível mais baixo em mais de uma semana, estendendo as perdas iniciadas após o relatório de emprego do governo dos EUA mostrar que foram criados mais postos de trabalho que o previsto no país em junho. Diante desse indicador, que é um sinal positivo sobre a economia norte-americana, a demanda por ativos seguros, como o ouro, diminuiu.

O contrato para agosto fechou com baixa de US$ 3,60 (0,3%), a US$ 1.317 por onça-troy, na Comex.

Apesar do otimismo gerado pelos dados de emprego dos EUA, o papel do ouro como proteção contra incertezas políticas e econômicas impediu que o preço do metal precioso caísse mais. Os conflitos no Iraque e na Ucrânia e o nervosismo com a sequência de recordes atingidos pelos índices de ações de Nova York permanecem no radar, segundo operadores.

"O ouro está preso em uma faixa estreita no momento", afirmou Peter Hug, diretor de operações globais da Kitco Metals. "O mercado não tem um propulsor para levar o preço do ouro muito para cima, mas existem preocupações suficientes para mantê-lo nos níveis atuais", disse.

O preço da platina também caiu, apesar de uma nova greve ter sido anunciada por trabalhadores de uma mina da Impala na África do Sul, segundo país que mais produz esse metal precioso no mundo. O contrato de platina para outubro subiu no início da sessão, mas fechou em queda de US$ 12,10, ou 0,8%, a US$ 1.495,60 por onça-troy.

O paládio, que, segundo analistas, está com oferta reduzida, subiu 0,8%, para US$ 868,95 por onça-troy, uma nova máxima em 13 anos. Fonte: Dow Jones Newswires.