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Pesquisas eleitorais frustram investidores e dólar fecha em alta

Denise Abarca - Agência Estado

04 Setembro 2014 | 17h 19

Levantamentos não confirmaram melhora do desempenho da candidata do PSB, Marina Silva, e a moeda norte-americana encerrou com valorização de 0,40%, cotada a R$ 2,244

Epitácio Pessoa/Estadão
Na parte da manhã, a pressão pela realização de lucros após as pesquisas eleitorais foi limitada pela tendência de queda da moeda no exterior e também por fluxo positivo

O dólar traçou uma trajetória de alta ante o real, pressionada por um ajuste aos resultados das pesquisas eleitorais, que não confirmaram o cenário de melhora do desempenho da candidata do PSB, Marina Silva, nas intenções de voto como se esperava. À tarde, renovou as máximas, quando a moeda também se firmou em alta ante as demais divisas de países emergentes.

No balcão, a moeda fechou na máxima de R$ 2,2440, avanço de 0,40%. Na mínima, caiu 0,27%, a R$ 2,2290. No mercado futuro, o dólar para outubro estava em alta de 0,22%, a R$ 2,258, perto das 17 horas. O giro no segmento à vista estava em US$ 1,1 bilhão, sendo US$ 997 milhões em D+2.

No levantamento Ibope, Marina subiu de 29% para 33% e a presidente Dilma Rousseff (PT), de 34% para 37%. As duas estão empatadas tecnicamente, no limite da margem de erro. Em um segundo turno entre ambas, Marina venceria por 46% a 39%, se a eleição fosse hoje. Já o Datafolha mostrou que a candidata do PSB permaneceu na casa dos 34%, enquanto Dilma chegou a 35% das intenções de voto, de 34% na sondagem anterior. Ambas seguem na situação de empate técnico. Na disputa de um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, o Datafolha confirma que a candidata do PSB que venceria, por 48% contra 41% da petista.

Na parte da manhã, a pressão pela realização de lucros após as pesquisas eleitorais foi limitada pela tendência de queda da moeda no exterior e também por fluxo positivo. De maneira geral, operadores avaliaram, a partir dos dados do Ibope e Datafolha, que como Marina Silva ainda aparece como a provável vencedora do segundo turno, um forte desmonte de posições por causa dos números poderia ser prematuro. À tarde, porém, o dólar firmou-se em alta, na medida em que o sinal do exterior também virava para cima em relação às moeda emergentes.

No mercado global de moedas, o destaque foi a queda do euro, que caiu ao nível mais baixo em 14 meses, após o inesperado corte de juros anunciado hoje pelo Banco Central Europeu (BCE), que também divulgou dois programas de compras de ativos, mas sem dar detalhes. No final da tarde, o euro valia US$ 1,2948, ante US$ 1,3136 no final da tarde de ontem.