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Petróleo opera em baixa com reação do Iraque a rebeldes

Agência Estado

30 Junho 2014 | 07h 41

Os futuros de petróleo operam em baixa, pressionados pela leitura de que diminuiu a pressão para a produção do Iraque. A maior parte da capacidade de produção do Iraque se concentra no extremo sul do país e os ataques de insurgentes, iniciados há três semanas, têm se limitado às regiões norte e oeste. No fim de semana, o governo iraquiano lançou uma operação numa tentativa de recuperar o controle da cidade de Tikrit, no norte.

"A forte alta nos preços causada pelo risco de que a violência se espalharia para o sul fez uma pausa, pelo menos", comentou Thina Saltvedt, analista do Nordea Bank. Para ela, porém, isso não significa necessariamente que o risco acabou.

Saltvedt também chamou atenção para o fato de que os contratos mais próximos estão caindo, mas que há alguma elevação em futuros de meses mais distantes e de anos.

"Normalmente, a maior parte do movimento na curva é na frente mais próxima. Agora, estamos vendo (contratos) de dois, três e quatro anos subindo com a situação no Iraque", disse a analista. "Isso indica uma mudança mais fundamental no mercado, à medida que ele se prepara para menos estabilidade na política do Iraque e um ambiente de trabalho mais arriscado no futuro", completou.

O Commerzbank segue a mesma linha, citando o alerta feito pela Agência Internacional de Energia (AIE) sobre "um sério revés" no mercado de petróleo se houver qualquer interrupção nos planos de investimento no Iraque. Até 2020, a expectativa é que o Iraque responda por dois terços do crescimento na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo o banco alemão.

Às 7h04 (de Brasília), o brent para agosto caía 0,38%, a US$ 105,34 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto o petróleo para o mesmo mês negociado na Nymex recuava 0,60%, a US$ 112,62 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.