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Queda do dólar provoca corrida às casas de câmbio

Interesse considerado atípico pelas empresas do segmento deve se repetir na próxima segunda; procura cresceu três vezes ao fim desta semana

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Renato Jakitas,
O Estado de S.Paulo

04 Março 2016 | 22h01

Após mais um dia de queda na cotação do dólar, as casas de câmbio comemoraram o que consideram uma "movimentação atípica" no segmento. Algumas empresas afirmam que a procura por pessoas físicas cresceu até três vezes no final da semana. O movimento, segundo as empresas, não era visto há pelo menos um ano.

Nas casas de câmbio de São Paulo, a moeda norte-americana começou o dia de ontem com cotação mínima de R$ 3,93 e fechou com mínima de R$3,89 em dinheiro vivo. No cartão pré-pago, já considerando o IOF, os valores foram de R$ 4,13 na abertura para R$4,10 no fechamento. Os dados constam de um levantamento feito para o Estado pelo Melhor Câmbio, site que faz intermediação entre compradores de moeda e 208 casas de câmbio.

O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. “Em um dia normal, a gente faz de 15 a 20 mil cotações por dia para nossos clientes. Hoje (ontem) batemos 45 mil cotações”, analisou o CEO da Melhor Câmbio, Stéfano Assis.

Na Treviso Câmbio Exchange, com 10 lojas na Grande São Paulo, o gerente de câmbio Reginaldo Galhardo disse que o movimento tanto nas operações comerciais (para empresas) quanto no varejo (para turistas) cresceu 50% ontem. “Foi uma procura, digamos, ‘extrapoladamente’ atípica”, afirmou o executivo da Treviso. “O cliente estava com mais vontade. A gente vinha vendendo R$ 1 mil, R$ 1,5 mil por operação de turismo. Mas desde quinta-feira negociamos alguns lotes de R$ 10 mil, R$ 15 mil. Isso é difícil.”

No Banco Daycoval, com 12 lojas em São Paulo, a movimentação e o resultado de ontem foram considerados com um dos principais desde que a instituição passou a comercializar dólar no varejo há sete anos. “Se não foi o principal, foi um dos principais dias de nossa história”, comemora o gestor da rede de lojas Daycoval Câmbio, Maurício Lima. Ele conta que o resultado, se comparado ao dia 4 de fevereiro, portanto um mês atrás, foi três vezes superior. “Se consideramos as reservas para segunda-feira, tivemos 3,5 mil transações de dólar turismo”. Afirma. “Nosso tíquete médio, no entanto, continua parecido com o histórico, cerca de R$ 2 mil.”

Para semana que vem, apesar de ressaltarem a imprevisibilidade do câmbio, os executivos esperam, ao menos da segunda-feira, mais um dia de forte procura. “Segunda deve ser animada. Já na terça, não dá para saber”, diz o gestor do Daycoval Câmbio Eduardo Campos.

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