Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Economia & Negócios

Economia » Sob incertezas de reformas, Moody's reduz para negativa a perspectiva da China

Economia & Negócios

Kim Kyung-Hoon/Reuters

Economia

China

Sob incertezas de reformas, Moody's reduz para negativa a perspectiva da China

Segundo a agência, a mudança de expectativa foi provocada pelo aumento da dívida do país assim como pela diminuição das reservas internacionais

0

Reuters

02 Março 2016 | 09h33

XANGAI - A agência de classificação de risco Moody's reduziu sua perspectiva para a dívida pública da China para "negativa". Anteriormente, a expectativa para a nota era "estável". Em seu relatório, divulgado nesta quarta-feira, 2, a agência cita as incertezas sobre a capacidade das autoridades de implementar reformas, a alta da dívida e a queda das reservas do governo.

A decisão da Moody's veio alguns dias antes de o Congresso Nacional do Povo votar o 13º plano quinquenal da China, aguardado projeto de desenvolvimento dos próximos cinco anos, que as autoridades começaram a esboçar formalmente em 2015.

Analistas vão avaliar o texto final do congresso atrás de pistas sobre a trajetória provável da reforma e do pensamento das autoridades sobre a estratégia apropriada de crescimento para o país, fatores importantes destacados pela Moody's.

"Sem reformas confiáveis e eficientes, o crescimento do PIB da China vai desacelerar de forma acentuada uma vez que o alto peso da dívida afeta o investimento empresarial e a demografia se torna cada vez mais desfavorável. A dívida do governo vai aumentar com mais força do que atualmente esperamos", disse a Moody's.

De acordo com a agência, o rebaixamento foi provocado pelas expectativas de que a força fiscal do país continuará a diminuir, como também suas reservas cambiais, que já encolheram em US$ 762 bilhões nos últimos 18 meses.

A agência também disse que a credibilidade das autoridades está em risco de ser prejudicada pela implementação incompleta ou reversão parcial de algumas reformas.

A Moody's, entretanto, confirmou a classificação "Aa3" do país - o que o classifica como bom pagador -, citando que as reservas consideráveis da China deram ao país tempo para implementar reformas e lidar gradualmente com os desequilíbrios econômicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.