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Taxas de juros reagem em alta ao Relatório de inflação

FERNANDO TRAVAGLINI E OLÍVIA BULLA - Agência Estado

26 Junho 2014 | 11h 37

O Banco Central apresentou um cenário mais complicado para a economia brasileira neste ano em seu Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, 26. De um lado, a projeção para a expansão do PIB de 2014 caiu de 2% para 1,6%, com a expectativa de desaceleração do crescimento de todos os setores da economia.

Já com relação à inflação, a previsão do IPCA para este ano passou de 6,1% em março, para 6,4% nesta nova projeção, no cenário de referência, e de 6,2% para os mesmos 6,4% no cenário de mercado. Além disso, pelos dados do Relatório, aumentou a probabilidade de a inflação estourar o teto da meta em 2014.

Em uma primeira reação, as taxas de juros operavam em ligeira alta nesta manhã. O contrato de DI para janeiro de 2015 marcava 10,79%, na máxima, de 10,78%, enquanto o DI para janeiro de 2017 subia para 11,43%, de 11,39%, por volta das 9h25. As revisões para IPCA e PIB também fizeram preço no dólar, que subia 0,23% no à vista, no mesmo horário, para R$ 2,2110. O contrato da moeda para julho avançava 0,11%, a R$ 2,2130.

Na sequência, as taxas mais longas de juros futuros foram às mínimas da sessão, em reação à bateria de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que também levou o juro da T-note de 10 anos ao nível mais baixo do dia. Assim, esses vencimentos apagaram o ligeiro viés de alta que era exibido em reação ao Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e passaram a oscilar ao redor dos níveis dos ajustes de ontem. Já nos vértices mais curtos, prevalece uma ligeira recomposição de prêmios.

Às 9h45, o DI para janeiro de 2017 estava na mínima, com taxa de 11,38%, de 11,39% no ajuste de ontem.