CEF não reduzirá crédito devido à crise internacional
SÃO PAULO - O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, afirmou hoje que o banco deverá cumprir o mesmo papel que teve na crise de 2008, quando a instituição ficou mais ativa no mercado de crédito enquanto os bancos privados colocaram o pé no freio. "Este é um papel do banco público. Mas tem que ser feito com responsabilidade". Na avaliação de Hereda, os bancos privados erraram naquele momento (de pôr o pé no freio em relação à concessão de crédito) e, diz, perderam a oportunidade, ao passo que a Caixa conseguiu avançar na carteira comercial. "Se os bancos privados recuarem de novo, vamos ganhar mais mercado.", afirmou.
Na avaliação de Hereda, a crise internacional ainda não chegou aqui com intensidade. "Não é que não vamos ter impacto, mas o País está preparado após a experiência de 2008 e tem mercado interno forte", disse o executivo durante a divulgação dos resultados do banco referentes ao primeiro semestre do ano.
A Caixa registrou lucro líquido de R$ 2,3 bilhões nos primeiros seis meses de 2011, resultado que representa um crescimento de 36,4% sobre o lucro líquido conseguido no mesmo período de 2010.
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