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EUA ainda querem aviões da Embraer, diz subsecretário

01 de março de 2012 | 21h 00
RICARDO GOZZI - Agencia Estado

RIO DE JANEIRO - Os Estados Unidos continuam interessados em uma possível compra de aeronaves leves de combate produzidos pela Embraer, apesar de uma embaraçosa suspensão de contrato ocorrida esta semana, disse o subsecretário de Estado norte-americano William Burns durante visita ao Rio de Janeiro. Ele disse ainda que a suspensão não tem a ver com o avião Super Tucano, que deveria ser usado no Afeganistão.

"A Embraer é uma grande empresa e o Super Tucano é um ótimo avião", declarou Burns a jornalistas no Rio de Janeiro. "Os Estados Unidos estão agora envolvidos em alguns processos internos, mas nós continuamos interessados", prosseguiu.

Os comentários de Burns vêm à tona dias depois de o Pentágono ter suspendido um contrato de US$ 355 milhões com a Embraer e com a norte-americana Sierra Nevada Corp e anunciado a abertura de uma investigação depois de a empresa norte-americana Hawker Beechcraft ter contestado na justiça o contrato por meio do qual a Embraer venderia aos EUA 20 unidades do Super Tucano AT-29.

Ainda segundo o subsecretário de Estado, a suspensão não tem a ver com a disputa por um contrato para a compra de caças pela Força Aérea Brasileira (FAB). A norte-americana Boeing disputa o contrato com a francesa Dassault e com a sueca Saab. "São duas questões diferentes", afirmou. "Nós estamos convencidos de que o F-18 (da Boeing) é a melhor aeronave disponível. Uma coisa que reflete isso é que este é o avião que os EUA usarão pelos próximos 20 ou 30 anos", defendeu Burns. As informações são da Dow Jones.

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