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Funcionários da Petrobrás fazem paralisação nacional

Pressão é para atender as principais reivindicações da categoria, que está em campanha salarial

03 de setembro de 2010 | 13h 39
Kelly Lima, da Agência Estado

RIO - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que trabalhadores diretos e terceirizados de várias áreas operacionais da Petrobrás iniciaram, na madrugada desta sexta-feira, 3, uma paralisação nacional para pressionar a empresa a atender as principais reivindicações da categoria, que está em campanha salarial. Segundo a FUP, a paralisação tem adesão de 80% dos trabalhadores.

De acordo com a FUP, a paralisação terá continuidade ao longo do dia nas refinarias, nas plataformas, nos campos de produção terrestre, nos terminais de distribuição e nas unidades administrativas. "Os trabalhadores interromperam as principais operações, mantendo apenas as atividades essenciais para a manutenção e segurança dos equipamentos", informou a entidade em nota.

Segundo a Petrobrás, o movimento dos petroleiros realizado não afetou nem a produção nem as operações da empresa. Em nota, a companhia reforçou a importância da negociação como meio de manter o diálogo "aberto e transparente" com os representantes dos empregados durante a campanha salarial referente ao Acordo Coletivo 2010, cuja data-base é 1º de setembro.

Segundo a estatal o processo tem garantido o "bom relacionamento" entre as partes e a companhia nos últimos anos. A Petrobrás informou que mantém sua agenda de negociação, já tendo apresentado uma proposta de acordo coletivo aos representantes dos empregados e mantendo reuniões constantes.

A FUP esclareceu que esta é uma paralisação de advertência, que não afetará o abastecimento da população. Estão parados os trabalhadores das refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Mauá (Recap), Betim (Regap), Manaus (Reman) e Paraná (Repar), além da Usina de Xisto (SIX).

Nos terminais, a paralisação teve adesão dos trabalhadores de Cabiunas (Macaé), Campos Elíseos (Duque de Caxias), Suape (Pernambuco), Manaus e Coari (Amazonas), São Caetano e Barueri (São Paulo). Em Santa Catarina, os trabalhadores estão mobilizados nos terminais de Itajaí, Ibiguaçu, Guaramirim, São Francisco do Sul e na Estação Intermediária de Itararé. No Paraná, os petroleiros do terminal de Paranaguá também se juntaram ao movimento.

Nas unidades de produção terrestre da Petrobrás, estão parados os trabalhadores próprios e terceirizados de Taquipe, Miranga, Santiago, Borba Nordeste, Araçás e Buracica (Bahia); Mossoró, Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Pólo de Guamaré (Rio Grande do Norte); e toda a área operacional de São Mateus e Linhares, no Espírito Santo.

Na Bacia de Campos, os petroleiros interromperam as atividades em 30 plataformas. O mesmo ocorre no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo, onde os trabalhadores das plataformas aderiram à paralisação. Os trabalhadores suspenderam a emissão de Permissões de Trabalho e só estão executando as atividades relacionadas à segurança, manutenção e habitabilidade das plataformas. Nas áreas administrativas, os trabalhadores aderiram à paralisação convocada pela FUP nos escritórios da Petrobrás e da Transpetro, em várias cidades do país, como Manaus, São Paulo, Natal e Mossoró.

Os petroleiros reivindicam reposição da inflação do período - de setembro de 2009 a agosto de 2010 - pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A estimativa para o indicador é de 5%. Eles pedem ainda ganho real e produtividade (10%), melhorias no programa Jovem Universitário (reembolso de parte das mensalidades dos trabalhadores matriculados em faculdades particulares), proteção dos direitos trabalhistas dos terceirizados e um fórum nacional para debater com os gestores da Petrobrás mudanças estruturais na área de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança).

Texto atualizado às 15h06


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