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15 de Abril de 2010

 

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Opep eleva previsão para demanda mundial por petróleo em 2010

A demanda deverá ser puxada pela China e pelo Oriente Médio

10 de março de 2010 | 10h 47
Danielle Chaves, da Agência Estado

DUBAI - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou sua previsão para a demanda por petróleo neste ano, apesar da contração de economias da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A demanda deverá ser puxada pela China e pelo Oriente Médio.

"A demanda mundial por petróleo deverá aumentar 900 mil barris por dia em 2010, em seguida a uma contração de 1,4 milhão de barris por dia no ano anterior", escreveu a Opep em seu mais recente relatório mensal. A projeção representa uma revisão em alta de 100 mil barris por dia sobre a estimativa anterior da Opep e significa que a organização agora espera que a demanda neste ano fique em média em 85,2 milhões de barris por dia.

A demanda nos países da OCDE deverá diminuir cerca de 150 mil barris por dia, enquanto nos países de fora da OCDE deverá aumentar 1 milhão de barris por dia.

A Opep revisou em alta a estimativa sobre a demanda por petróleo bruto em 2009, para 29 milhões de barris por dia. Embora o montante seja 200 mil barris por dia maior do que a projeção feita em fevereiro, ainda representa um declínio de cerca de 2,2 milhões de barris por dia em comparação com o ano anterior. Em 2010, a demanda pelo petróleo bruto da Opep deverá ficar em média em 28,9 milhões de barris por dia, disse o grupo.

A projeção da Opep para o crescimento econômico mundial em 2010 permaneceu inalterada em 3,4%, em seguida à contração de 0,9% em 2009. Pequenas revisões foram feitas para algumas economias. "Na OCDE, os EUA foram revisados em leve baixa para 2,4% e o Japão em alta, para 1,3%", informou a Opep, em referência ao crescimento econômico. Nos países em desenvolvimento, a expansão da China foi revisada em alta para 9,3%.

A oferta de petróleo de fora da Opep deverá aumentar 400 mil barris por dia em 2010, em seguida ao crescimento de 600 mil barris por dia no ano passado. Isso representa um ajuste em alta de 100 mil barris por dia à estimativa anterior da Opep.

Cotas de produção

O membro do Supremo Conselho de Petróleo do Kuwait Imad Al Atiqi afirmou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não vai mudar as cotas de produção, desde que os preços permaneçam abaixo de US$ 100 por barril. "Esse nível vai convencer a Opep a não tomar uma ação, é um nível com o qual ela está confortável, portanto não fará nada sobre os níveis de produção", disse Al Atiqi.

A Opep vai tentar tratar do cumprimento das cotas quando se reunir em Viena, Áustria, no dia 17 de março, para ver o que pode ser feito para melhorar a adesão dos membros da organização às metas de produção. "Esse nível de preço, acima de US$ 80 por barril não incentiva o cumprimento, a Opep só ficará séria com relação ao cumprimento se os preços caírem abaixo de US$ 70", disse Al Atiqi. O cumprimento das cotas também está diminuindo à medida que os membros da Opep respondem ao crescimento da demanda por petróleo bruto e derivados, segundo Al Atiqi.

Os contratos de petróleo para entrega em abril subiam 0,12%, para US$ 81,59 por barril, na Nymex eletrônica, às 10h43 (de Brasília). Na segunda-feira os preços chegaram a atingir US$ 82,41 por barril, o nível mais alto desde a máxima de 15 meses de US$ 83,95 alcançada em 11 de janeiro.

O recente rali do petróleo não deverá ter impacto sobre a recuperação econômica global, segundo Al Atiqi. "Os preços do petróleo em 2008 estavam acima de US$ 100 por barril e a economia estava crescendo", disse. "Desde que os preços não fiquem acima de US$ 100, não haverá um efeito sobre a economia global", acrescentou.

No entanto, Al Atiqi observou que a Opep provavelmente aumentará os níveis de produção se os preços superarem US$ 100 por barril. "Em 2010, a Opep não vai deixar os preços subirem acima de US$ 100, a não ser que haja algum tipo de crise cambial no dólar", afirmou.

 As informações são da Dow Jones.


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