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15 de Abril de 2010

 

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Votorantim compra mineradora no Peru

Empresa paga US$ 420 milhões para assumir o controle da Milpo e se torna a quinta maior produtora de zinco do mundo

03 de agosto de 2010 | 23h 00
Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Votorantim Metais confirmou na terça-feira, 3, a compra de 16,4% das ações em circulação da mineradora peruana Milpo por US$ 420 milhões. Agora, a companhia brasileira passa a ter pouco mais de 50% dos papéis da empresa. A Milpo opera no Peru as minas Cerro Lindo, Chapi, El Porvenir e Atacocha. Já no Chile é dona de uma mina e uma refinaria. A empresa peruana produz chumbo, cobre, prata e zinco – é a terceira maior produtora peruana do minério.

A aquisição foi feita por meio de oferta pública de ações na Bolsa de Valores de Lima e envolveu apenas recursos próprios. Com isso, o aporte total da Votorantim Metais no Peru, iniciado em 2004, soma US$ 1,5 bilhão. O principal objetivo do negócio, segundo o diretor superintendente da companhia brasileira, João Bosco Silva, é aumentar o portfólio de minérios e assim diminuir a exposição do caixa da companhia a um único mercado. "O fluxo de caixa passa a ficar mais estável", explica o executivo.

A previsão é que a Milpo fature neste ano US$ 500 milhões e, em 2013, chegue a US$ 1 bilhão. A empresa peruana tem 17 projetos de exploração mineral, três deles em estágio bastante avançado, segundo o superintendente da Votorantim Metais. Os projetos da Milpo somam investimentos de US$ 1 bilhão em cinco anos.

Apesar da recente aquisição, da conhecida riqueza do solo peruano e da facilidade logística, Silva diz que o Brasil continua a ser a principal base de investimentos da companhia: "Se o ativo é de boa qualidade e o custo competitivo, é possível obter retorno de médio prazo". A produção da Milpo não deverá ser exportada e beneficiada no Brasil, mas vendida para os Estados Unidos e para países europeus.

Com a aquisição, a Votorantim passa a ser a quinta maior produtora de zinco no mundo, com previsão de chegar a 700 mil toneladas em 2014, deixando para trás a concorrente Anglo.

O grupo brasileiro passa agora a acumular as posições de maior produtora de alumínio primário do mundo, uma das 15 maiores em produção de níquel e a terceira maior em zinco.

Apesar da animosidade entre os vizinhos Venezuela e Colômbia, Silva diz não ver problemas nos investimentos no Peru. "É um país bastante estável, que sempre cumpre os contratos. Estamos lá há mais de cinco anos sem problemas", explica.

Brasil

Mesmo com o aporte de recursos no Peru, a prioridade da Votorantim Metais continua a ser o Brasil. "É que no caso do zinco não havia outra forma de crescermos. O Brasil tem apenas duas minas de zinco em operação. Já o Peru é rico no minério. Temos de buscar fontes alternativas", afirma Silva.

A direção da empresa confirmou os planos de investir neste ano R$ 1 bilhão no Brasil. Faz parte do valor a instalação de duas prensas de extrusão na fábrica da Companhia Brasileira do Alumínio (CBA), em Alumínio (interior paulista). Os investimentos em projeto de polimetálicos em Juiz de Fora (MG), bem como a retomada do projeto de ferro-níquel em Niquelândia (GO), serão definidos até o fim do ano.


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