Ford decide dar férias coletivas na Bahia
Com a paralisação, cerca de 30 mil carros dos modelos Fiesta e Eco Sport deixarão de ser produzidos
SALVADOR - A fábrica da Ford, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, dará férias coletivas aos seus cerca de 11 mil funcionários, a partir do dia 12 de setembro. As atividades somente deverão ser retomadas em 10 de outubro. As férias coletivas, porém, atingirão as três unidades da montadora no País.
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Com a paralisação na unidade baiana aproximadamente 30 mil carros dos modelos Fiesta e Eco Sport deixarão de ser produzidos. Entretanto, a montadora encontra-se com o pátio lotado.
Numa nota breve, divulgada pela assessoria de imprensa, na tarde desta terça-feira, 6, a empresa justificou que a medida foi tomada "a fim de ajustar os estoques à demanda do mercado. Conforme a nota, o período de redução das atividades das linhas de produção será gradual, variando em cada planta: de Camaçari, Taubaté e São Bernardo do Campo, as duas últimas situadas na Grande São Paulo. Na unidade de Camaçari, a Ford produz 250 mil veículos por ano.
O anúncio pegou de surpresa algumas concessionárias em Salvador, a exemplo da Indiana, onde alguns vendedores ainda não tinham sido informados a respeito da decisão. Garantiram também que, embora os estoques estivessem um pouco acima da média, as vendas tem ocorrido em ritmo normal.
Na Revisa, Valtércio Campelo, supervisor de venda de novos, diz que a fábrica não tem o hábito de informar às revendas, formalmente, a respeito das suas paralisações e garante que já esperava o anúncio. "Há uns 30 dias nós estávamos nessa expectativa, mas acho que é uma coisa normal. Pode ser até estratégico para o lançamento de novos modelos. Todo ano a Ford dá uma parada no final do ano. Ela apenas antecipou", aposta, afirmando que a medida não terá reflexo sobre o varejo. "Para nós continua tudo normal", garantiu.
Já o gerente geral da Morena Veículos, Rubens Carvalho, garante que a parada era esperada, embora, tenha ocorrido crescimento de 10% nas vendas em 2011 com relação a 2010. "O que ocorre é que nós, montadora e revendas, projetamos um aumento de 15%, que não alcançamos, porque chegaram novas marcas no mercado, daí a necessidade de a fábrica dar um reduzida na produção. Mas, temos mantidos as vendas através bônus nos carros, cortesias e taxas especiais", explicou.
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