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Chuva favorece recuperação de pastagens

Nos canaviais, porém, colheita teve de ser interrompida no fim de semana por causa do tempo  

16 de novembro de 2011 | 18h 20
Ana Maria H. de Ávila*

A segunda semana de novembro foi de temperaturas em elevação com máximas atingindo 34,6 graus em Taubaté, 33,4 graus em Piracicaba, 35 graus em Votuporanga e 35,5 graus em Ilha Solteira. As noites também foram quentes, com mínimas acima da média histórica, chegando aos 21,5 graus em Campinas e aos 21 graus em Iguape e Sorocaba. Após o calor intenso, uma frente fria trouxe fortes pancadas de chuva ao Estado, no fim de semana.

Com o forte calor, a taxa média de evapotranspiração potencial diária oscilou em torno de 3 milímetros, chegando a 4 milímetros em Barretos, Ilha Solteira, São Carlos, Votuporanga, Ribeirão Preto e Presidente Prudente. A umidade do solo se manteve em torno de 60% da capacidade máxima de retenção, indicando condições favoráveis ao desenvolvimento das culturas anuais em fase de desenvolvimento vegetativo. Também permitiu o preparo do solo e plantio com o tráfego das máquinas sem problema de compactação.

Contudo, a chuva do fim da semana interrompeu a colheita da cana-de-açúcar, que se aproxima do fim com produtividade inferior à da safra anterior. As chuvas intensas de outubro derrubaram o índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada. Com chuvas mais frequentes, normal para esta época do ano, a tendência é de que o índice mantenha o padrão normal até o fim da safra.

O tempo beneficiou o desenvolvimento do amendoim plantado em outubro. A maior parte das lavouras está em fase de germinação e desenvolvimento. Ao contrário do ano passado, os preços pagos estão elevados, animando os produtores.

As chuvas mais regulares e o aumento da temperatura favorecem o desenvolvimento das gramíneas que se recuperam rapidamente do período de estiagem do inverno e os pecuaristas têm menos custo para manter os animais no campo. Quem precisa reformar as pastagens, porém, está tendo custo mais elevado com os insumos agrícolas.

Frutíferas. Os produtores de manga de Monte Alto e Taquaritinga estão em plena colheita, que começou mais tarde este ano. A produtividade deve ser menor do que a da safra anterior, por causa do frio que danificou parte da florada. Com isso, a expectativa é de elevação dos preços.

As chuvas regulares e as temperaturas mais elevadas devem favorecer os bananais do Vale do Ribeira. Deve aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos frutos. As baixas temperaturas registradas no inverno e as enchentes prejudicaram a cultura. Houve redução da produtividade e as baixas temperaturas deixam os frutos com a casca escurecida. Mesmo assim, os preços se mantiveram elevados.

*É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR


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