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15 de Abril de 2010

 

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Tata Steel sai do prejuízo para lucro de US$ 390 milhões

Siderúrgica indiana teve resultado ancorado pela recuperação de sua unidade anglo-holandesa, a Corus

12 de agosto de 2010 | 14h 45
Álvaro Campos, da Agência Estado

MUMBAI - A siderúrgica indiana Tata Steel, sétima maior produtora de aço do mundo em volume, anunciou que teve um lucro líquido de 18,25 bilhões de rupias (US$ 390,73 milhões) em seu terceiro trimestre fiscal (de abril a junho), depois de um prejuízo de 22,09 bilhões de rupias no mesmo período do ano passado, auxiliada pela recuperação de sua unidade anglo-holandesa, a Corus. A margem de lucro bruta subiu para 16,6%, de 0,9% no mesmo trimestre do ano anterior.

As vendas consolidadas da siderúrgica no trimestre cresceram 16%, para 270,10 bilhões de rupias, de 231,88 bilhões de rupias no mesmo período do ano passado. O volume de vendas cresceu 13%, para 6,05 milhões de toneladas. A Tata havia registrado prejuízo no trimestre de janeiro a março, devido basicamente a um desempenho fraco da Corus, atribuído a uma queda na demanda na Europa e nos EUA.

Recuperação de preços

Além da Corus, a Tata Steel opera na Índia e no sudeste da Ásia. "A demanda por aço e os preços se recuperaram fortemente na Índia nos dois últimos trimestres. Embora a recente alta nas importações tenha afetado em certa medida nosso volume de vendas, no ano nós devemos ter um desempenho forte", disse o diretor executivo Hemant Nerurkar. A Índia tem recebido uma grande quantidade de aço importado barato nos últimos meses, principalmente da China, o que levou a uma queda nos volumes de venda das empresas locais.

Em 30 de junho, a Tata Steel tinha uma dívida bruta consolidada de US$ 11,8 bilhões, e reservas em dinheiro de US$ 1,9 bilhão. No trimestre abril/junho, um volume maior de vendas e preços melhores ajudaram a Corus a ter um lucro bruto de US$ 293 milhões, depois de um prejuízo de US$ 399 milhões no mesmo período do ano passado. As vendas da Corus cresceram para US$ 3,8 bilhões, de US$ 3,28 bilhões um ano antes.

"As condições do mercado durante o terceiro trimestre fiscal foram suficientemente fortes para os preços de venda da Corus continuarem a subir. Além disso, todo o impacto da recente alta nas matérias-primas não foi sentido em todo o trimestre", disse o executivo-chefe da Corus, Kirby Adams. A Corus utilizou 90% da capacidade das suas fábricas na Europa no trimestre abril/junho, de 80% no trimestre anterior. As informações são da Dow Jones.


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