Paraná reduz mais as safras de soja e milho por seca
Estado deixará de colher cerca de 4 milhões de toneladas dos grãos nesta safra devido à estiagem
SÃO PAULO - O Paraná, segundo produtor de soja do Brasil, reduziu mais a sua previsão de safra da oleaginosa na temporada 2011/12, para 11,67 milhões de toneladas, contra 12,73 milhões de toneladas na projeção do início do mês, refletindo os efeitos da seca que atingiu as regiões produtoras no final do ano passado.
Essa foi a segunda vez que a Secretaria de Agricultura do Estado reduziu sua safra, prevista antes da seca em 14,1 milhões de toneladas.
Não havia um representante da secretaria imediatamente disponível para comentar os números.
Em meados do mês, chuvas atingiram as principais regiões produtoras do Paraná, estancando o processo de perdas, segundo uma autoridade da secretaria, que acrescentou na oportunidade que os problemas gerados pela estiagem em dezembro poderiam não estar todos contabilizados pela estimativa do início de janeiro.
Na temporada passada, o Paraná produziu um recorde de 15,3 milhões de toneladas. O Estado já colheu 3% de sua área de soja.
Milho
O Paraná, tradicionalmente o principal produtor de milho do Brasil, também reduziu a previsão da primeira safra do cereal para 6 milhões de toneladas, ante 6,4 milhões de toneladas na projeção do início do mês e contra 7,4 milhões antes da estiagem.
A ser confirmada essa nova previsão para o milho, o Estado colheria uma produção praticamente igual à registrada na primeira safra do ano passado.
Entretanto, esperava-se que a colheita fosse bem maior, visto que os produtores investiram em adubação e tecnologias, além de terem ampliado a área plantada em mais de 20%.
Entre soja e milho perdidos pela seca, considerando as projeções iniciais, o Estado deixará de colher cerca de 4 milhões de toneladas.
Já a segunda safra de milho, que está em processo de plantio, foi estimada em um recorde de 9,6 milhões de toneladas, aumento de mais de 50% na comparação com a temporada anterior, quando as lavouras sofreram os efeitos de geadas.
A safra deverá sofrer o efeito positivo do aumento de mais de 10% na área plantada ante temporada passada, para um recorde de 1,89 milhão de hectares, com produtores tentando compensar na segunda safra as perdas sofridas na primeira pela seca.
(Por Roberto Samora)
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