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15 de Abril de 2010

 

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Demanda por derivados e conjuntura afetaram resultado, diz Gabrielli

Segundo o presidente da companhia, a empresa está num momento de transição, em que a demanda aumentou e em que a companhia investe para aumentar sua capacidade

10 de fevereiro de 2012 | 11h 18
Sabrina Valle e Mariana Durão, da Agência Estado

RIO - O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou que a demanda por derivados de petróleo foi um dos quesitos que afetou o resultado da empresa em 2011. De acordo com ele, isso reflete o crescimento do País, mas se trata de um problema conjuntural, não estrutural, já que, segundo ele, a empresa apresenta grandes perspectivas de crescimento.

De acordo com Gabrielli, a venda de derivados da Petrobrás no mercado doméstico aumentou 9% em relação a 2010 e a demanda por derivados cresce três vezes mais do que o Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Gabrielli, a empresa está num momento de transição, em que a demanda aumentou e em que a companhia investe para aumentar sua capacidade. Ele lembra que a companhia está no limite de vários combustíveis, como GLP, querosene de aviação (QAV) e nafta. "Estamos num momento de transição, e essa transição se refletiu nos resultados do último trimestre", afirmou.

Também o presidente da Petrobras citou que para a redução de 5,8% do lucro da companhia em relação a 2010, para R$ 33,313 bilhões, contribuíram "elementos conjunturais de preços e câmbio". Ele citou ainda questões operacionais, como atrasos no recebimento de equipamentos e paradas não programadas pelo aumento da percepção de risco dos reguladores. "Esperamos que isso não seja algo recorrente, mas pontual", disse Gabrielli.

Perspectiva

Gabrielli afirmou que o atraso na entrega de equipamentos por atraso de fornecedores impactou os projetos da empresa em 2011, reduzindo a meta de investimentos para o ano. Gabrielli citou o atraso na entrega de sondas e negou que a exigência de conteúdo nacional tenha afetado o resultado da empresa.

Gabrielli também disse que a empresa enfrenta potenciais limitações futuras por estaleiros. De acordo com ele, talvez a quantidade de novos estaleiros não responda à demanda da companhia.

A Petrobrás totalizou investimentos de R$ 72,546 bilhões em 2011, abaixo da previsão projetada para o ano, que era de R$ 84,7 bilhões. Em julho do ano passado, a companhia já havia revisado a estimativa de investimentos em 2011, dos iniciais R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões. O número reportado é, inclusive, 5% inferior aos R$ 76,4 bilhões investidos em 2010.

Este ano, a estatal pretende investir R$ 87,545 bilhões. O valor aprovado no Plano Anual de Negócios para 2012 representa expansão de 20,7% em relação ao investimento realizado em 2011. A maior parte dos recursos (R$ 41,838 bilhões) será destinada para a área de Exploração e Produção (E&P), que responderá por 47,8% do total. A segunda área com maior previsão de recursos é Abastecimento, como R$ 33,010 bilhões, ou 38% do total.


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