Morgan Stanley reduziu em 40% a exposição em devedores do euro
A exposição do banco à dívida de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha passou de US$ 8,4 bi em dezembro para US$ 5,04 bi neste mês
NOVA YORK - Transações reestruturadas com derivativos, concluídas depois do ano novo, permitiram ao Morgan Stanley reduzir sua exposição à dívida dos países da "periferia" da zona do euro em 40% desde o fim de dezembro. A exposição bruta do banco à divida de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha era de US$ 8,4 bilhões no fim de dezembro, mas, depois da reestruturação das transações com derivativos, ela se reduziu a US$ 5,04 bilhões.
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A reestruturação das transações focalizou a exposição do Morgan Stanley à dívida da Itália, que havia crescido para US$ 6 bilhões no fim de dezembro, de US$ 4,6 bilhões no fim de setembro. Depois da reestruturação, a exposição bruta à Itália caiu para US$ 2,9 bilhões e a líquida para US$ 1,5 bilhão.
O Morgan Stanley é um entre vários grandes bancos norte-americanos que estão reduzindo sua exposição à dívida europeia, mas há grandes variações entre eles em termos de divulgação dessas informações, pelo menos nos informes de resultados. Morgan Stanley, Citigroup e Bank of America incluíram tabelas detalhadas em seus relatórios, com números por região ou por país, e explicitaram suas estratégias de hedge.
Já o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase não incluíram detalhes em seus informes de resultados, preferindo responder a eventuais perguntas sobre isso em suas respectivas teleconferências.
A exposição líquida do Morgan Stanley à dívida dos países da "periferia" da zona do euro caiu a US$ 3 bilhões depois das transações reestruturadas, de US$ 6,4 bilhões no fim de dezembro. Excluindo-se linhas de crédito contratadas, mas cujos tomadores ainda não sacaram os recursos, a exposição líquida ficou em US$ 2,3 bilhões. O banco também revelou que sua exposição bruta à dívida da França é de US$ 3,3 bilhões e a líquida de US$ 1,7 bilhão.
O informe de resultados do Goldman Sachs não detalhou sua exposição à dívida de países europeus. Respondendo à pergunta de m analista durante a teleconferência desta quarta-feira, o executivo financeiro chefe, David Viniar, disse que a exposição bruta é de US$ 3,9 bilhões e a líquida de US$ 2,3 bilhões. Isso representa quedas de 15% e 8%, respectivamente, em relação aos informes do terceiro trimestre entregues pelo Goldman Sachs à SEC (Securities and Exchange Comission).
O informe de resultados do JPMorgan, divulgado na semana passada, também não mencionava a exposição do banco à dívida europeia. Durante a teleconferência, o executivo-chefe do banco, James Dimon, disse que "a razão pela qual não incluímos uma parte sobre Europa é que a exposição é mais ou mesmo a mesma do trimestre anterior. Pouca coisa mudou, se alguém está interessado". Em dezembro, a exposição líquida do JPMorgan à dívida europeia era de US$ 15,9 bilhões, de US$ 15,1 bilhões no fim de setembro; a exposição bruta era de US$ 27,2 bilhões em dezembro.
O Bank of American, que também divulgou uma tabela detalhada, reduziu sua exposição a países da "periferia" europeia a US$ 14,4 bilhões; sua exposição à Itália elevou-se a US$ 7,9 bilhões, de US$ 8,5 bilhões no fim do trimestre anterior, e a exposição à Espanha reduziu-se a US$ 3,8 bilhões, de US$ 4,5 bilhões.
As informações são da Dow Jones. (Renato Martins)
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